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  • EUA confirmam uso de ‘ferramentas avançadas de IA’ em meio a debate sobre erro em ataque a escola no Irã

    EUA confirmam uso de ‘ferramentas avançadas de IA’ em meio a debate sobre erro em ataque a escola no Irã

    As Forças Armadas dos Estados Unidos confirmaram, pela primeira vez, o emprego de uma “variedade” de ferramentas avançadas de inteligência artificial (IA) em seu conflito contra o Irã. A declaração do Almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA (CENTCOM), surge em um momento em que uma investigação preliminar do governo aponta para uma falha catastrófica das forças americanas no bombardeio de uma escola primária.

    O incidente, que resultou na morte de 175 pessoas – incluindo 150 meninas e funcionárias –, intensifica o debate sobre a responsabilidade em conflitos modernos. A questão central é se um erro na inteligência humana ou uma falha das próprias ferramentas de IA levou ao ataque letal à escola Shajarah Tayyebeh, em Minab, no dia 28 de fevereiro de 2026.

    Uso de IA para agilizar decisões no campo de batalha

    Em mensagem de vídeo divulgada na quarta-feira, o Almirante Cooper defendeu a aplicação da tecnologia, argumentando que ela capacita os “combatentes” a lidarem com a complexidade dos campos de batalha atuais. “Nossos combatentes estão utilizando uma variedade de ferramentas avançadas de IA. Esses sistemas nos ajudam a processar grandes volumes de dados em segundos, permitindo que nossos líderes cortem o ruído e tomem decisões mais inteligentes e rápidas do que o inimigo pode reagir”, afirmou Cooper.

    Ele ressaltou que, embora a tecnologia transforme processos que antes levavam dias em meros segundos, a decisão final sobre o que atirar permanecerá sempre nas mãos humanas. “Os humanos sempre tomarão as decisões finais sobre o que atirar e o que não atirar”, enfatizou.

    A inteligência artificial, embora prometa agilidade, traz consigo o desafio de garantir que as decisões finais de vida ou morte permaneçam sob estrito controle humano.

    O fiasco de Minab e o debate sobre a responsabilidade

    Apesar das garantias sobre a supervisão humana, uma apuração preliminar do ataque, conforme relatado pelo The New York Times, sugere um “fiasco de mira”. Acredita-se que oficiais do CENTCOM tenham gerado as coordenadas do ataque utilizando inteligência desatualizada, fornecida pela Agência de Inteligência de Defesa.

    O prédio da escola, distinguível por suas cores vibrantes e quadras esportivas visíveis, havia sido isolado de uma base militar adjacente em 2016. Contudo, o local permaneceu em bancos de dados militares como um alvo ativo. Isso levanta a hipótese de que as ferramentas de IA podem ter falhado em identificar o status civil do local, ou que uma cadeia de suposições humanas falhas foi a principal causa do erro fatal.

    Dr. Craig Jones, da Universidade de Newcastle, declarou ao The Times: “Neste ponto, não podemos descartar que a IA possa ter falhado em identificar a escola como uma escola e, em vez disso, a identificou como um alvo militar.”

    IA sem supervisão e o risco de vidas civis

    A confirmação do uso de IA nas operações militares gerou alarme global. Críticos argumentam que a aceleração da “cadeia de abate” corroeu restrições éticas. A Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano reportou que quase 20.000 edifícios civis e 77 instalações de saúde foram danificados.

    A China manifestou preocupação, com o Ministério da Defesa advertindo que conceder a algoritmos o poder de determinar a vida e a morte representa o risco de uma “fuga tecnológica”. Em contrapartida, a administração Trump mantém uma postura desafiadora. Após um litígio com a empresa de tecnologia Anthropic sobre o uso ético da IA, a porta-voz do Pentágono, Kingsley Wilson, declarou que as forças americanas não seriam “reféns da ideologia do Vale do Silício”.

    Enquanto investigadores buscam entender como um ataque de precisão pôde atingir um prédio repleto de crianças, o incidente expõe os riscos letais de casar o processamento de alta velocidade da IA com inteligência falha e desatualizada, além de uma falta de supervisão humana significativa.

  • Comandante do Centcom destaca uso de IA contra o Irã na Operação Epic Fury

    Comandante do Centcom destaca uso de IA contra o Irã na Operação Epic Fury

    Comandante do Centcom destaca uso de IA contra o Irã na Operação Epic Fury

    A inteligência artificial (IA) tem sido um componente crucial para o avanço das operações militares dos Estados Unidos durante a Operação Epic Fury contra o Irã. Segundo o Almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA (Centcom), as ferramentas de IA têm permitido que as forças americanas ajam de forma mais rápida e eficiente, otimizando a tomada de decisões em um cenário de conflito complexo.

    A tecnologia tem se mostrado fundamental para processar um volume massivo de dados em segundos, permitindo que os líderes militares analisem informações e reajam com maior celeridade do que o adversário. Esta capacidade de processamento rápido é essencial para manter a vantagem estratégica, convertendo processos que antes levavam horas ou dias em meros segundos.

    IA na linha de frente da Operação Epic Fury

    Durante a Operação Epic Fury, que teve início em 28 de fevereiro por ordem do Presidente Donald Trump, as forças americanas atingiram mais de 5.500 alvos dentro do Irã. Cooper enfatizou que o objetivo é eliminar a capacidade iraniana de ameaçar os EUA e seus aliados, o que está sendo alcançado por meio de uma combinação de letalidade, precisão e inovação tecnológica.

    Embora o comandante não tenha especificado quais sistemas de IA foram empregados, relatos indicam o uso de ferramentas como o Maven Smart System, desenvolvido pela Palantir, e a tecnologia Claude AI da Anthropic. Essas ferramentas auxiliam na análise de dados, permitindo que os militares identifiquem e priorizem alvos com maior eficácia.

    Resultados e impacto no conflito

    A Operação Epic Fury tem focado em diversos alvos, incluindo sítios de drones e mísseis balísticos, instalações de comando e controle, embarcações, sistemas de defesa aérea e capacidades de comunicação militar. A campanha também marcou a estreia de novos sistemas de armas, como os drones LUCAS e o míssil Precision Strike Missile.

    Cooper observou uma clara tendência de declínio no poder de combate iraniano, contrastando com o fortalecimento do poder de combate dos EUA. Desde o início da guerra, os ataques de drones e mísseis balísticos iranianos diminuíram drasticamente. Relatórios do General Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, indicam uma redução de 83% nos ataques de drones iranianos e 90% nos ataques de mísseis balísticos desde o começo da operação.

    A constante evolução da guerra moderna

    Ainda não há uma definição clara sobre a duração da Operação Epic Fury. O Presidente Trump mencionou que a operação pode terminar em breve, dada a redução de alvos disponíveis. Oficiais da administração Trump haviam projetado uma duração de várias semanas, mas com a possibilidade de extensão dependendo da evolução da situação no terreno.

    Atualmente, cerca de 50.000 militares americanos estão posicionados no Oriente Médio e arredores. As baixas americanas confirmadas durante a operação incluem pelo menos sete militares mortos e aproximadamente 140 feridos, alguns em decorrência de ataques iranianos.

    A integração da inteligência artificial representa um salto qualitativo no campo de batalha, permitindo que as forças armadas respondam mais rapidamente a ameaças emergentes e otimizem a alocação de recursos, demonstrando a inovação contínua em operações de defesa.

  • Militar dos EUA confirma uso de ‘ferramentas avançadas de IA’ na guerra contra o Irã

    Militar dos EUA confirma uso de ‘ferramentas avançadas de IA’ na guerra contra o Irã

    Militar dos EUA confirma uso de ‘ferramentas avançadas de IA’ na guerra contra o Irã

    As forças armadas dos Estados Unidos confirmaram o uso de uma variedade de ferramentas de inteligência artificial (IA) no conflito em curso contra o Irã. A admissão surge em meio a crescentes preocupações sobre o elevado número de baixas civis na guerra. O Almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA (CENTCOM), revelou que a IA está auxiliando os militares americanos no processamento de grandes volumes de dados, embora a decisão final sobre ações ofensivas permaneça sob controle humano.

    “Nossos combatentes estão utilizando uma variedade de ferramentas avançadas de IA. Esses sistemas nos ajudam a vasculhar enormes quantidades de dados em segundos, para que nossos líderes possam cortar o ruído e tomar decisões mais inteligentes mais rápido do que o inimigo pode reagir”, declarou Cooper em uma mensagem de vídeo. Ele enfatizou que, embora os humanos continuem a ser os responsáveis pelas decisões finais sobre o que e quando atirar, a IA acelera drasticamente processos que antes levavam horas ou dias para serem concluídos.

    Contexto do conflito e vítimas civis

    A confirmação do uso de IA ocorre em um momento de intensificação das tensões e do número de vítimas civis. A campanha militar conjunta entre EUA e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, já resultou na morte de pelo menos 1.300 pessoas. A situação é agravada pelo bombardeio de uma escola no sul do Irã, que causou mais de 170 mortes, a maioria crianças, e levanta pedidos por investigações independentes.

    Segundo informações da Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano, a campanha de bombardeio danificou aproximadamente 20.000 edifícios civis e 77 instalações de saúde. Os ataques também atingiram depósitos de petróleo, mercados populares, locais esportivos, escolas e uma planta de dessalinização de água, conforme relatado por autoridades iranianas.

    Debates sobre IA em operações militares

    Apesar da garantia de que as decisões finais são humanas, o uso de IA em cenários de guerra tem gerado preocupações entre especialistas em direitos humanos. Relatos anteriores indicaram o uso extensivo de IA por Israel em operações militares, com consequências devastadoras. Paralelamente, a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, tem buscado ampliar o acesso a ferramentas tecnológicas para uso militar. O conflito com a empresa de tecnologia Anthropic, que se recusou a permitir o uso de seus modelos de IA para armas totalmente autônomas e vigilância em massa, destaca as tensões entre o Pentágono e empresas de tecnologia sobre a aplicação ética da IA.

    A porta-voz do Pentágono, Kingsley Wilson, afirmou que os combatentes americanos não serão “reféns de executivos de tecnologia não eleitos e da ideologia do Vale do Silício”, reiterando a determinação dos EUA em suas operações. Em contrapartida, a China alertou sobre os perigos da aplicação irrestrita de IA em fins militares, citando o risco de desconsiderar limites éticos e a possibilidade de um cenário distópico semelhante ao retratado no filme “O Exterminador do Futuro”.