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  • Nvidia reforça aposta em IA e amplia visibilidade de demanda futura

    Nvidia reforça aposta em IA e amplia visibilidade de demanda futura

    Nvidia reforça aposta em IA e amplia visibilidade de demanda futura

    A gigante da tecnologia Nvidia confirmou sua forte aposta em inteligência artificial (IA) ao apresentar suas mais recentes inovações e projeções de demanda em sua conferência anual de GPUs (GTC), realizada em San Jose, Califórnia. O evento, que ocorreu entre 16 e 19 de março de 2026, reuniu milhares de especialistas e parceiros, destacando um futuro promissor para o setor impulsionado por IA.

    Um dos anúncios mais significativos foi a projeção de mais de US$ 1 trilhão em visibilidade de pedidos de compra para as plataformas de hardware Blackwell e Vera Rubin até o ano-calendário de 2027. Este número representa um salto expressivo em relação a projeções anteriores, sinalizando uma demanda crescente e robusta no mercado de data centers e computação de alta performance.

    Groq 3 LPU e a nova plataforma Vera Rubin

    A conferência GTC de 2026 marcou a apresentação de importantes novidades. Entre elas, o CEO Jensen Huang detalhou o Groq 3 LPX, um sistema dedicado de inferência de baixa latência. Este sistema é o primeiro fruto de um acordo de licenciamento de US$ 20 bilhões com a Groq e foi projetado para operar em conjunto com a Vera Rubin, a nova plataforma de GPUs de próxima geração da NVIDIA.

    A integração dos chips de inferência de baixa latência (LPUs) da Groq à Vera Rubin visa enfrentar a concorrência dos ASICs desenvolvidos por hyperscalers. O rack LPX, que acomoda 256 LPUs, operará em paralelo com o rack Vera Rubin NVL72. Huang descreveu essa combinação como a união de “dois processadores de diferenças extremas — um para alto throughput e outro para baixa latência”, otimizando diferentes aspectos do processamento de IA.

    Vera Rubin: desempenho e expansão de receita

    A plataforma Vera Rubin entrou em produção plena, com os primeiros envios previstos para o segundo semestre de 2026 (2S26). A NVIDIA destaca que esta nova geração representa um aumento significativo na oportunidade de receita por unidade de capacidade de data center em comparação com a arquitetura anterior, Blackwell. Esse avanço tecnológico promete entregar maior eficiência e capacidade para as demandas computacionais futuras.

    Visibilidade de pedidos de compra ultrapassa US$ 1 trilhão

    A NVIDIA divulgou números impressionantes sobre sua carteira de pedidos. A empresa informou mais de US$ 1 trilhão em visibilidade de pedidos de compra e demanda firme para os próximos anos, abrangendo as plataformas Blackwell e Vera Rubin até 2027. Para contextualizar, em outubro de 2025, a companhia havia citado US$ 500 bilhões em visibilidade até 2025-2026 para as mesmas plataformas. Anteriormente, a demanda acumulada para a arquitetura Hopper registrada entre 2023-2025 foi de cerca de US$ 100 bilhões, demonstrando a aceleração exponencial do mercado de IA.

    Roadmap de arquitetura e modelos de IA

    O futuro da NVIDIA em IA já está em desenvolvimento com o anúncio do roadmap da arquitetura Feynman, planejada para suceder a Vera Rubin com início de produção previsto para 2028. A capacidade de manter um ritmo acelerado de lançamentos arquiteturais é atribuída ao alto grau de integração vertical da empresa.

    Além do hardware, a NVIDIA reforçou seu ecossistema de software com o lançamento da família de modelos de IA de pesos abertos Nemotron 3. Esses modelos demonstram desempenho competitivo em benchmarks agentic, comparáveis a modelos proprietários de ponta. Complementando, foi apresentado o NemoClaw, uma distribuição corporativa do OpenClaw pronta para uso empresarial, ampliando a oferta da NVIDIA para a camada de aplicações de IA.

    Aplicações de IA em diversos setores

    As inovações da NVIDIA não se limitam a data centers. Na área de games, a empresa anunciou o DLSS 5, a mais recente evolução de sua tecnologia de renderização baseada em IA. Para veículos autônomos, novos parceiros OEM foram adicionados ao ecossistema da companhia.

    Um ponto de destaque foi a discussão sobre robótica, com Jensen Huang apontando a IA física como um potencial próximo ponto de inflexão de demanda, considerando a magnitude das indústrias físicas globais, que representam uma oportunidade de mercado estimada entre US$ 50 a US$ 70 trilhões. No campo da IA industrial, a plataforma Omniverse foi novamente destacada como uma solução chave.