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  • Google lança chamadas comerciais com IA e Gemini 2.5 Pro no Modo AI

    Google lança chamadas comerciais com IA e Gemini 2.5 Pro no Modo AI

    Google lança recurso de chamadas comerciais com inteligência artificial, traz o Gemini 2.5 Pro para o Modo de IA

    O Google anunciou nesta quarta-feira o lançamento de um novo recurso de chamadas comerciais com inteligência artificial para todos os usuários nos Estados Unidos. Paralelamente, a empresa está aprimorando o Modo AI do Google Search, integrando o poderoso modelo Gemini 2.5 Pro para uma experiência de pesquisa mais avançada e introduzindo funcionalidades de pesquisa aprofundada.

    A principal inovação é a capacidade da IA de ligar para empresas locais em nome do usuário, coletando informações cruciais como disponibilidade e preços. O objetivo é simplificar o acesso a dados sem a necessidade de interações telefônicas diretas, oferecendo conveniência e eficiência.

    Como funciona o novo recurso de chamadas comerciais

    O recurso, que passou por testes em janeiro através do Search Labs, permite que os usuários pesquisem por serviços locais, como “pet groomers near me”. Ao encontrar a opção “Have AI check pricing” nos resultados, o usuário poderá responder a algumas perguntas direcionadas pela IA. Essas perguntas variam desde o tipo de pet e os serviços necessários até a data desejada para o atendimento.

    O Google assegura que cada chamada iniciada pelo sistema automatizado contará com um aviso claro, informando que se trata de um sistema robótico ligando em nome do usuário. Essa transparência visa evitar preocupações anteriores sobre a identificação da IA, garantindo que os interlocutores saibam que estão falando com um sistema.

    A ideia é facilitar o acesso a informações sem que seja necessário atender o telefone e conversar com alguém.

    Aprimoramentos no Modo AI com Gemini 2.5 Pro

    O Modo AI do Google Search, projetado para responder a perguntas complexas e multifacetadas através de uma interface de IA, agora se beneficia do Gemini 2.5 Pro. Essa atualização está disponível para assinantes do Google AI Pro e AI Ultra.

    Segundo o Google, o Gemini 2.5 Pro se destaca em áreas como raciocínio avançado, resolução de problemas matemáticos e questões de programação. Os assinantes poderão selecionar este modelo diretamente a partir de um menu suspenso dentro do Modo AI.

    Conheça o “Deep Search”

    Uma novidade notável no Modo AI é o recurso “Deep Search”. O Google afirma que esta funcionalidade tem o potencial de economizar horas de trabalho para os assinantes, realizando centenas de buscas e aplicando raciocínio analítico em uma vasta quantidade de informações. O resultado é um relatório abrangente e totalmente referenciado, gerado em questão de minutos.

    O “Deep Search” se mostra particularmente útil para pesquisas aprofundadas em áreas como carreira, hobbies ou estudos. Além disso, é uma ferramenta valiosa para auxiliar em grandes decisões, como a aquisição de um imóvel ou a condução de uma análise financeira detalhada.

    Evolução contínua do Modo AI

    Desde seu lançamento inicial, o Google tem expandido continuamente as capacidades do Modo AI, em resposta à crescente concorrência de serviços como Perplexity AI e o ChatGPT Search da OpenAI. Em 2026, o Google já havia introduzido a funcionalidade de conversa por voz interativa e, em maio anterior, uma experiência de compras com visualização de produtos e orientações baseadas em dados.

    O lançamento do recurso de chamadas comerciais e a integração do Gemini 2.5 Pro representam um passo significativo na evolução da interação entre usuários e empresas, mediada pela inteligência artificial.

  • Como usar inteligência artificial no trabalho: estas 3 dicas destacam os melhores usuários de ferramentas como ChatGPT, Gemini e Copilot

    Como usar inteligência artificial no trabalho: estas 3 dicas destacam os melhores usuários de ferramentas como ChatGPT, Gemini e Copilot

    O uso da inteligência artificial (IA) tornou-se um caminho sem volta no ambiente corporativo de 2026. Empresas incentivam seus colaboradores a utilizar ferramentas como ChatGPT, Gemini e Copilot, buscando maior produtividade. No entanto, muitos líderes ainda não conseguem mensurar se a IA realmente melhora a qualidade e a velocidade do trabalho.

    Uma pesquisa conjunta da Universidade do Texas e da consultoria KPMG lançou luz sobre essa questão, identificando as características que distinguem os bons usuários de IA. O estudo, que analisou mais de 1,4 milhão de comandos e respostas de 2,5 mil funcionários da KPMG, revela que a chave não está na frequência de uso, mas sim na sofisticação da interação. Apenas 5% dos colaboradores se enquadram nesse perfil, e suas práticas oferecem um guia claro de como extrair o máximo da tecnologia.

    O que define um uso sofisticado da ia no trabalho?

    Apesar da crescente adoção da inteligência artificial nas empresas, a maioria dos líderes enfrenta desafios para avaliar seu impacto real. Muitas organizações se baseiam em métricas fracas, como a contagem de solicitações feitas pelos funcionários às ferramentas de IA, para medir o desempenho. Contudo, essa abordagem não reflete a produtividade ou a qualidade do trabalho.

    Para entender o uso eficiente da IA, o estudo da Universidade do Texas em parceria com a KPMG monitorou extensivamente as interações de colaboradores de diferentes níveis hierárquicos e áreas ao longo de oito meses. Essa análise aprofundada permitiu construir um modelo do que seria um uso sofisticado de inteligência artificial, focado em instruções claras e na troca estratégica entre diferentes modelos tecnológicos.

    Na empresa avaliada, cerca de 90% dos funcionários utilizavam IA, mas apenas um seleto grupo de 5% foi classificado como tendo um uso sofisticado. As práticas desse percentual se destacam e servem de exemplo. Conforme publicado originalmente por Seu Dinheiro, estas são as três principais dicas:

    As 3 dicas para ser um usuário avançado de inteligência artificial

    1. Não tenha preguiça ao interagir com a ferramenta

    Funcionários que se destacam no uso de IAs como ChatGPT, Copilot e Gemini tendem a ter interações mais longas e ricas. Isso significa:

    • Escrever instruções iniciais mais longas e elaboradas.
    • Alternar intencionalmente entre diferentes modelos ou ferramentas, dependendo da tarefa.
    • Usar a IA com frequência, integrando-a ao fluxo de trabalho de forma consistente.

    2. Use as ferramentas como parceiras de raciocínio

    Em vez de aceitar as respostas iniciais da IA passivamente, os usuários sofisticados desenvolvem o pensamento em conjunto com as ferramentas. Eles utilizam estratégias como:

    • Fornecer exemplos dos resultados desejados.
    • Dar instruções estruturadas de raciocínio, guiando o modelo ao longo do tempo.
    • Pedir à IA para refletir sobre problemas, testar hipóteses e explorar alternativas, e não apenas responder perguntas pontuais.

    A ideia desses usuários era guiar o modelo ao longo do tempo, e não em fazer perguntas pontuais “melhores”.

    3. Seja ambicioso nas tarefas solicitadas

    Usuários avançados não apenas fornecem instruções detalhadas, mas também delegam tarefas complexas e com várias etapas à inteligência artificial. Eles:

    • Especificam restrições.
    • Definem a estrutura da resposta desejada.
    • Articulam claramente os objetivos da tarefa.

    Essa abordagem ambiciosa se estende não só à extensão das instruções, mas também à complexidade do que é pedido. O estudo da KPMG identificou que, enquanto todos os níveis hierárquicos usam IAs para escrita, colaboradores acima do nível de gerência também as utilizam para orientações técnicas e geração de ideias, destacando-se como os usuários mais sofisticados.

    Como líderes e empresas podem melhorar o uso da ia?

    A pesquisa sugere que as empresas devem mudar o foco de seus esforços em IA. Em vez de simplesmente priorizar a adoção da tecnologia, o objetivo deve ser a criação de hábitos corporativos que promovam o uso sofisticado.

    “O uso sofisticado da IA surge quando as pessoas aprendem a definir problemas com clareza, orientar o raciocínio dos modelos, avaliar os resultados criticamente e aplicar a IA de forma flexível em seu trabalho. Em termos simples, trata-se menos da ferramenta em si e mais de como os profissionais pensam e tomam decisões com ela”, aponta a pesquisa.

    Com base nesses insights, a KPMG implementou mudanças que podem servir de modelo para outras organizações. Entre as ações adotadas, destacam-se:

    • A criação de manuais práticos e explicações claras sobre o que constitui um bom uso da IA.
    • Investimento em treinamentos práticos com ênfase na delegação de tarefas complexas, na orientação do raciocínio da IA e na validação dos resultados gerados.
    • Definição de expectativas claras sobre o papel da IA no apoio ao trabalho, considerando as especificidades de cada área e função dos colaboradores.

    Em resumo, a eficácia da inteligência artificial no ambiente de trabalho depende mais da habilidade dos profissionais em interagir estrategicamente com ela do que da simples presença da tecnologia. Ao adotar essas práticas, empresas e colaboradores podem transformar a IA de uma ferramenta de automação em uma verdadeira parceira para o raciocínio e a inovação.

  • Capital de risco global mobiliza bilhões para controlar a inteligência artificial

    Capital de risco global mobiliza bilhões para controlar a inteligência artificial

    O capital de risco global está convergindo em direção à inteligência artificial, com um fundo recém-lançado demonstrando a escala e a direção desse movimento. Um novo fundo de 232 milhões de dólares, divulgado pela Air Street Capital, evidencia a intensa mobilização financeira para moldar a próxima geração de gigantes tecnológicos. Este movimento de bilhões de dólares não é apenas sobre inovação, mas sim sobre quem deterrá o controle sobre as tecnologias que definirão o futuro.

    A corrida pelo domínio da inteligência artificial se intensifica com aportes significativos, levantando questões sobre a soberania digital e a concentração de poder. A forma como esse capital é investido e as regiões que o recebem ditam não apenas avanços tecnológicos, mas também critérios, interesses e valores que moldarão essas ferramentas poderosas.

    Air Street Capital lidera captação bilionária para IA

    A Air Street Capital, sediada em Londres e comandada por Nathan Benaich, anunciou a captação de seu Fund III, no valor de 232 milhões de dólares (equivalente a R$ 1,16 bilhão). Este fundo será destinado a startups de inteligência artificial com foco em operações na Europa e na América do Norte. Os investimentos planejados variam entre 500 mil e 25 milhões de dólares, abrangendo desde empresas em estágios iniciais até fases mais avançadas de crescimento.

    Com essa nova rodada, a Air Street Capital eleva o total de ativos sob sua gestão para 400 milhões de dólares. Este crescimento expressivo, com a capacidade de captação multiplicada por mais de treze em apenas quatro anos, reflete a alta demanda de investidores institucionais por participação no boom da inteligência artificial.

    Portfólio e histórico de sucesso da gestora

    O sucesso da Air Street Capital não se baseia apenas em promessas. O portfólio da gestora já inclui empresas que se tornaram referências no setor de IA, alcançando o status de unicórnio. Entre os exemplos notáveis estão a Black Forest Labs, especializada em modelos de geração de imagens, e a ElevenLabs, que se destaca pela síntese de voz realista. Estas são apostas em áreas cruciais da nova economia digital, onde a fusão de imagem, linguagem e automação gera produtos de alto valor estratégico.

    A gestora também possui um histórico de saídas bem-sucedidas. A Adept, startup focada em agentes autônomos para tarefas computacionais, foi adquirida pela Amazon. Outro caso relevante foi o da britânica Graphcore, desenvolvedora de processadores para IA, que acabou sendo comprada pelo grupo japonês SoftBank. Esses movimentos reforçam a credibilidade da Air Street Capital junto a investidores que buscam retornos rápidos em setores de vanguarda.

    Concentração geográfica e implicações geopolíticas

    O foco geográfico declarado do Fund III, restrito à Europa e à América do Norte, revela mais do que uma preferência regional. Essa concentração indica quem está financiando e, consequentemente, moldando a inovação de ponta em inteligência artificial. A concentração de capital em poucos centros urbanos resulta na centralização dos critérios, interesses e valores que guiarão o desenvolvimento dessas tecnologias.

    O debate sobre inteligência artificial transcende a esfera econômica, tornando-se estratégico. Quem financia a IA em larga escala não está apenas investindo em startups, mas também adquirindo influência sobre plataformas, padrões técnicos e cadeias de dependência.

    Essa dinâmica coloca o Sul Global em risco de ficar à margem. Países como o Brasil podem se ver reduzidos a meros consumidores de sistemas desenvolvidos, treinados e regulamentados a partir de prioridades estabelecidas em centros como Londres, São Francisco e Nova York. Tal cenário acarreta consequências diretas para a soberania digital, limitando a autonomia na definição de ferramentas que organizam informação, trabalho, linguagem e tomada de decisão.

    A resposta da China e a lacuna brasileira

    A China, antecipando as implicações estratégicas da IA, investiu massivamente em pesquisa estatal, fortaleceu empresas nacionais como Baidu e SenseTime e construiu um ecossistema próprio e protegido. Em contraste, a abordagem predominante na Europa e América do Norte, exemplificada pela Air Street Capital, tem sido a aposta na força do capital financeiro privado.

    No Brasil, o debate público sobre IA ainda oscila entre o receio de desemprego e o fascínio superficial com chatbots. Falta uma estratégia nacional coesa que articule universidades, empresas estatais, o setor privado e instrumentos de financiamento público, como o BNDES. Sem essa coordenação, o país corre o risco de apenas reagir às inovações externas, em vez de participar ativamente na definição do futuro tecnológico.

    Oportunidades e desafios para o Brasil

    Apesar dos desafios, o Brasil possui ativos valiosos. Instituições como a Embrapa, a Fiocruz e as universidades públicas formam uma base científica e institucional robusta, capaz de sustentar um projeto de desenvolvimento tecnológico em IA. O que falta, contudo, é escala de financiamento e uma visão de longo prazo.

    É fundamental que o Brasil desenvolva instrumentos próprios de investimento em inovação. O objetivo não é replicar a lógica financeira internacional, mas sim apoiar pesquisa avançada em linguagem natural voltada para o português, modelos treinados com dados brasileiros e latino-americanos, e aplicações em áreas estratégicas como agricultura tropical, saúde pública e gestão urbana. Essa agenda é essencial para garantir a soberania digital e a capacidade de decisão em um mundo cada vez mais moldado pela inteligência artificial.

    A mobilização de bilhões em capital de risco para controlar a inteligência artificial é um sintoma claro da velocidade e escala com que as tecnologias definidoras do nosso tempo estão sendo moldadas. Para o Brasil, a pergunta é: construiremos nossas próprias ferramentas para disputar esse futuro ou aceitaremos que ele seja desenhado por outros e apenas revendido a nós?

  • Jeff Bezos articula fundo de até US$ 100 bilhões para levar inteligência artificial à manufatura

    Jeff Bezos articula fundo de até US$ 100 bilhões para levar inteligência artificial à manufatura

    Jeff Bezos articula fundo de até US$ 100 bilhões para levar inteligência artificial à manufatura

    O empresário Jeff Bezos, fundador da Amazon, está no centro de uma articulação para a criação de um fundo que pode alcançar a impressionante marca de US$ 100 bilhões. O objetivo principal é acelerar a aplicação da inteligência artificial (IA) em setores industriais, prometendo uma revolução nos processos produtivos.

    Esta iniciativa ambiciosa combina a aquisição de empresas tradicionais com a incorporação de tecnologias de ponta capazes de redesenhar a manufatura. A estratégia visa direcionar capital para áreas de alta complexidade e com grande potencial de automação, como semicondutores, defesa e aeroespacial.

    A estratégia por trás do fundo bilionário

    A proposta de Bezos é integrar sistemas de IA diretamente à linha de produção. Isso permitirá a otimização de cadeias industriais complexas e a realização de simulações avançadas de materiais e estruturas, algo que antes era impraticável ou excessivamente custoso.

    A iniciativa está sendo conduzida pela Project Prometheus, liderada pelo próprio Bezos. O foco é o desenvolvimento de modelos que replicam o comportamento do mundo físico em ambientes digitais. Essas ferramentas são cruciais para testar projetos industriais com maior precisão, resultando em redução de custos, tempo de desenvolvimento e riscos operacionais.

    Busca por investidores e a nova fronteira da IA

    Para viabilizar este gigantesco fundo, Bezos tem buscado ativamente recursos junto a grandes investidores institucionais, incluindo fundos soberanos e gestoras globais. O volume pretendido já coloca esta iniciativa no mesmo patamar de grandes veículos internacionais de investimento em tecnologia.

    A tese central do projeto é a avaliação de que a inteligência artificial está prestes a transcender o ambiente puramente digital, adentrando o núcleo da economia real. Nesse cenário, a manufatura desponta como um dos principais campos de aplicação, com potencial para elevar a produtividade em larga escala.

    Ao direcionar capital e tecnologia para empresas já estabelecidas, a iniciativa busca acelerar a modernização de setores que historicamente foram menos digitalizados. Este modelo também visa reduzir a dependência de crédito tradicional, atraindo investidores com maior capacidade de alocação de longo prazo. Segundo o Portal IN, caso se concretize, o fundo posicionará Jeff Bezos no centro de uma nova fronteira da inteligência artificial, menos focada em plataformas digitais e mais orientada à transformação da base produtiva global.

  • OpenAI atinge avaliação recorde de US$ 500 bilhões em 2025, consolidando liderança em IA

    OpenAI atinge avaliação recorde de US$ 500 bilhões em 2025, consolidando liderança em IA

    OpenAI alcança avaliação histórica de US$ 500 bilhões em 2025

    A OpenAI consolidou sua posição como a empresa privada mais valiosa do mundo ao atingir uma avaliação impressionante de US$ 500 bilhões em 2025. Essa marca foi alcançada por meio de uma venda secundária de ações, que permitiu aos funcionários liquidar US$ 6,6 bilhões em participações. Este feito histórico coloca a gigante da inteligência artificial em um patamar inédito para companhias privadas, representando um salto significativo desde os US$ 300 bilhões registrados em março de 2024.

    O notável crescimento da OpenAI é sustentado por um desempenho financeiro excepcional. A empresa gerou US$ 4,3 bilhões em receita apenas no primeiro semestre de 2025, superando todo o faturamento de 2024. Essa performance robusta valida a confiança dos investidores e explica a valorização estratosférica da companhia no mercado de IA.

    Como a OpenAI superou gigantes globais

    A OpenAI agora lidera o ranking de empresas privadas mais valiosas, superando nomes como a SpaceX (avaliada em US$ 456 bilhões) e a ByteDance. Essa conquista demonstra a crescente dominância da inteligência artificial como o setor mais atraente para investidores globais.

    Enquanto a SpaceX revolucionou a exploração espacial e a ByteDance se destacou nas redes sociais, a OpenAI está redefinindo a interação humana com a tecnologia. O diferencial reside na velocidade de crescimento e no vasto potencial de mercado da IA.

    Fatores que impulsionaram essa valorização recorde:

    • Crescimento de receita de 300% no primeiro semestre de 2025
    • Adoção empresarial acelerada de tecnologias como o ChatGPT e APIs
    • Posicionamento como líder em IA generativa
    • Demanda crescente por soluções de automação inteligente

    Esta ascensão meteórica em um curto período de tempo, em comparação com empresas que levaram décadas para atingir avaliações semelhantes, sinaliza uma mudança fundamental no ecossistema de startups, com a IA emergindo como o principal motor de valorização para investidores institucionais.

    Detalhes da venda secundária de ações

    A venda secundária de ações foi estruturada para oferecer liquidez aos funcionários. Foram disponibilizados US$ 10,3 bilhões em ações, mas apenas US$ 6,6 bilhões foram vendidos. A diferença de quase US$ 3,7 bilhões indica um forte otimismo interno sobre o potencial de valorização futura da empresa, com muitos colaboradores optando por manter suas participações.

    A participação na venda foi restrita a funcionários com pelo menos dois anos de posse de ações, uma estratégia para recompensar aqueles que contribuíram para o desenvolvimento inicial da OpenAI. A transação contou com a participação de investidores notáveis como Thrive Capital, SoftBank e MGX.

    Receita da OpenAI em crescimento exponencial

    O primeiro semestre de 2025 registrou uma receita de US$ 4,3 bilhões, um aumento de 300% em relação ao mesmo período do ano anterior e ultrapassando o faturamento total de 2024. Esse desempenho financeiro excepcional reflete a massiva adoção empresarial das tecnologias de IA.

    Empresas de todos os portes estão integrando soluções de IA em suas operações, impulsionadas pela demanda por ferramentas como o ChatGPT Enterprise e o uso crescente de APIs para desenvolvimento de novas aplicações. A expansão para novos mercados geográficos e o lançamento de produtos inovadores também foram cruciais para esse resultado.

    Impacto no mercado de Inteligência Artificial

    A avaliação de US$ 500 bilhões da OpenAI está gerando um efeito cascata no mercado de IA, estabelecendo novos benchmarks e redefinindo as expectativas dos investidores. O setor de inteligência artificial é agora visto como o com maior potencial de retorno na próxima década.

    Esse cenário tem levado a um aumento generalizado nas avaliações de outras empresas de IA, atraindo maior interesse de fundos institucionais e acelerando a consideração de aberturas de capital (IPOs). A competição por talentos na área também se intensificou, com pacotes de compensação recordes.

    A OpenAI estabeleceu um novo padrão de excelência e crescimento, pressionando o mercado a inovar ainda mais rapidamente no desenvolvimento de tecnologias de IA.

  • As carreiras que devem sobreviver à inteligência artificial, segundo Bill Gates

    As carreiras que devem sobreviver à inteligência artificial, segundo Bill Gates

    As carreiras que devem sobreviver à inteligência artificial, segundo Bill Gates

    O avanço da inteligência artificial (IA) tem gerado apreensão no mercado de trabalho global. Com a automatização de tarefas cada vez mais sofisticada, muitos profissionais questionam o futuro de suas carreiras. Bill Gates, cofundador da Microsoft, compartilhou sua visão sobre quais áreas têm maior potencial para resistir a essa transformação tecnológica, destacando a importância das habilidades intrinsecamente humanas.

    Em entrevista recente, Gates afirmou que a IA assumirá um volume significativo das tarefas atualmente realizadas por pessoas. Análises indicam que funções administrativas e intelectuais, incluindo tradução, edição e produção de conteúdo estruturado, estão entre as mais expostas à automação. Diante desse cenário, a preocupação com a relevância de certas profissões torna-se palpável.

    Três áreas com maior resiliência à IA

    Apesar do impacto generalizado da tecnologia, Bill Gates aponta três campos que, segundo ele, permanecerão cruciais devido à dependência de capacidades exclusivamente humanas:

    Biologia e ciências da vida

    Profissionais como pesquisadores e cientistas na área biológica trabalham com sistemas complexos e de difícil previsão. O desenvolvimento de novas vacinas, tratamentos e soluções médicas exige um alto grau de criatividade, intuição e pensamento crítico. Essas são competências que, até o momento, as máquinas não conseguem replicar em sua totalidade.

    Energia

    O setor energético também se mostra menos suscetível à substituição completa por IA. Esta área envolve a tomada de decisões estratégicas, a necessidade de adaptação a contextos locais e a gestão de infraestruturas críticas. Além disso, desafios como a transição para fontes de energia limpa demandam inovação contínua e julgamento humano.

    Programação e desenvolvimento de tecnologia

    Mesmo com o surgimento de ferramentas que geram código automaticamente, a expertise de especialistas em tecnologia continua sendo fundamental. Estes profissionais são responsáveis por definir arquiteturas de sistemas, garantir a segurança cibernética e interpretar as complexas necessidades de negócios – tarefas que transcendem a simples escrita de linhas de código.

    Adaptação: o futuro do mercado de trabalho

    A perspectiva de Gates reforça a avaliação de especialistas de que a IA impactará não apenas empregos operacionais, mas também funções altamente qualificadas. O diferencial no futuro mercado de trabalho não estará tanto na profissão em si, mas na capacidade de adaptação do indivíduo. Profissionais que souberem utilizar a IA como uma ferramenta aliada, em vez de vê-la como uma concorrente, terão maiores chances de se manterem relevantes.

    Nesse contexto, as áreas que conseguem combinar conhecimento técnico com criatividade e a capacidade de tomar decisões complexas emergem como as mais resilientes à automação. A visão de Bill Gates não é puramente pessimista; ele sugere que a IA pode aumentar a produtividade e liberar tempo para atividades mais estratégicas e criativas. O grande desafio reside em preparar os trabalhadores para essa transição, um movimento que já se intensifica.

  • Dr. Inovação: Brasil ainda hesita em investir em inteligência artificial na saúde

    Dr. Inovação: Brasil ainda hesita em investir em inteligência artificial na saúde

    A inteligência artificial (IA) já transcendeu a promessa de um futuro distante para se firmar como uma infraestrutura crítica no setor de saúde em 2026. No entanto, o Brasil ainda demonstra uma hesitação notável em alocar investimentos significativos nessa área. Essa cautela contrasta com o dinamismo do mercado global, onde grandes quantias são direcionadas ao desenvolvimento de tecnologias de IA.

    O médico e empresário Dr. Pedro Batista, CEO da Horuss AI, pontua que, enquanto empresas americanas recebem aportes na casa dos bilhões de dólares para inovações em IA, as instituições de saúde brasileiras adotam um caminho de usos mais limitados. Essa diferença de investimento pode impactar a capacidade do país de aproveitar todo o potencial transformador da IA na medicina.

    Desafios de investimento e letramento em IA na saúde

    Apesar da postura mais comedida no Brasil, o cenário regulatório para a integração da IA na saúde já se encontra estabelecido. O Conselho Federal de Medicina (CFM) definiu um marco regulatório que visa guiar essa transição com segurança. Contudo, Dr. Batista ressalta que o próximo passo crucial é o aumento do letramento para que executivos e profissionais da área compreendam plenamente as capacidades da tecnologia.

    “A documentação para termos certeza do que deve ser feito já está instituída; agora precisamos de maior letramento para que executivos e profissionais possam conduzir o que a tecnologia pode fazer por eles dentro da Horuss AI e do setor”, afirmou o especialista.

    Segurança e precisão no uso de IA em dados sensíveis

    Um dos pontos de atenção destacados pelo Dr. Pedro Batista diz respeito aos riscos éticos e técnicos associados ao uso de IA, especialmente no manuseio de dados sensíveis de pacientes. Ele alerta para a proibição expressa do uso de ferramentas de IA não homologadas pela legislação brasileira.

    “Eu não posso pegar um dado sensível e colocar em um chat de IA aberto para buscar respostas; a ferramenta precisa estar regulamentada pela legislação brasileira para não expor informações que devem ser protegidas”, enfatizou. Essa regulamentação é fundamental para garantir a privacidade e a segurança dos pacientes.

    A precisão dos diagnósticos gerados por algoritmos de IA também é uma preocupação que demanda atenção. Para evitar falhas sistêmicas, é essencial a estruturação correta dos dados. De acordo com o especialista, a excelência no banco de dados e o uso de ferramentas que sigam diretrizes específicas são a chave para prevenir o fenômeno da “alucinação” nos sistemas de IA.

    “Se o banco de dados tem excelência e as ferramentas seguem guidelines específicos, não haverá alucinação, os códigos open source permitem melhorias, mas podem conter desvios críticos que exigem suporte técnico especializado”, explicou.

    O futuro da relação médico-paciente na era da IA

    Diante do avanço tecnológico e da crescente adoção de ferramentas de IA, surge uma preocupação legítima quanto à possível perda de habilidades clínicas essenciais por parte dos profissionais de saúde. Dr. Batista expressa receio de que a medicina se torne excessivamente focada em dados e algoritmos, negligenciando a dimensão humana do cuidado.

    “A tecnologia será o parâmetro para a precisão, mas se tirarmos o foco do paciente, a relação mística e potente do cuidado se perde, deixando a medicina apenas nas mãos de números e algoritmos”, ponderou. A mensagem central é a necessidade de equilibrar a inovação tecnológica com a manutenção da empatia e da conexão humana na prática médica.

  • FutureHouse lança ferramentas de IA que afirma poder acelerar a ciência

    FutureHouse lança ferramentas de IA que afirma poder acelerar a ciência

    FutureHouse lança ferramentas de IA para impulsionar a ciência

    A FutureHouse, organização sem fins lucrativos com o apoio de Eric Schmidt, apresentou um conjunto de ferramentas de inteligência artificial destinadas a auxiliar o trabalho científico. O lançamento marca um passo significativo na busca por construir um “cientista de IA” na próxima década, oferecendo uma plataforma e API com funcionalidades inovadoras.

    Enquanto o ecossistema de startups de IA para ciência cresce, impulsionado por investimentos vultosos, grandes players de tecnologia também apostam no potencial da área. O Google, por exemplo, já divulgou um “co-cientista de IA” para auxiliar na criação de hipóteses e no planejamento de experimentos. CEOs de empresas como OpenAI e Anthropic veem na IA uma maneira de acelerar descobertas, especialmente na medicina.

    Ferramentas de IA lançadas pela FutureHouse

    A FutureHouse introduziu quatro ferramentas principais: Crow, Falcon, Owl e Phoenix. Cada uma foi desenvolvida com um propósito específico para otimizar diferentes etapas do processo de pesquisa científica.

    • Crow: Capaz de buscar literatura científica e responder a perguntas sobre artigos.
    • Falcon: Realiza buscas aprofundadas, incluindo em bases de dados especializadas.
    • Owl: Investiga trabalhos anteriores em áreas científicas específicas.
    • Phoenix: Atua especificamente no planejamento de experimentos em química.

    O diferencial da FutureHouse

    A FutureHouse destaca que suas ferramentas possuem acesso a um vasto acervo de artigos de alta qualidade e em acesso aberto, além de ferramentas científicas especializadas. A organização promete um raciocínio transparente e um processo analítico em múltiplas etapas, permitindo que cientistas encadeiem essas ferramentas para acelerar o ritmo das descobertas.

    “Ao encadeá-las em grande escala, os cientistas podem acelerar consideravelmente o ritmo das descobertas.” – FutureHouse

    Desafios e cautela no uso da IA na ciência

    Apesar do otimismo, a aplicação da IA na ciência ainda enfrenta desafios. Pesquisadores alertam para a falta de confiabilidade das IAs atuais para orientar processos científicos complexos. Um exemplo recente envolveu o Google, que em 2023 relatou a síntese de cerca de 40 novos materiais com auxílio de sua IA GNoME, mas análises posteriores indicaram que nenhum deles era inédito.

    A propensão da IA a gerar informações imprecisas e as limitações técnicas exigem uma postura cautelosa por parte dos cientistas. A própria FutureHouse reconhece que suas ferramentas, como a Phoenix, podem apresentar erros, e incentiva o feedback dos usuários para uma rápida iteração.

    O futuro da IA como “cientista”

    O desenvolvimento de um “cientista de IA” completo é um objetivo ambicioso, que requer a antecipação de inúmeros fatores complexos. Embora a IA possa ser uma aliada poderosa na exploração de vastas possibilidades, como a filtragem de hipóteses, sua capacidade de promover descobertas genuinamente inovadoras ainda é um ponto em aberto.

    A FutureHouse busca, com seu lançamento, fomentar a colaboração entre humanos e máquinas, visando acelerar o avanço do conhecimento científico.

  • Times Brasil CNBC estreia estúdio voltado à inteligência artificial

    Times Brasil CNBC estreia estúdio voltado à inteligência artificial

    Times Brasil CNBC estreia estúdio voltado à inteligência artificial

    O Times Brasil CNBC anunciou a inauguração de seu terceiro estúdio na sede da emissora em abril de 2026. A novidade marca a implementação de uma tecnologia inédita focada em inteligência artificial (IA), resultado de uma colaboração com as gigantes de tecnologia Totvs, Tecla T e IBM.

    Batizado de Estúdio Lab I.A., o novo espaço promete integrar a IA em todas as fases do processo de produção jornalística. O objetivo é otimizar a produtividade e elevar a qualidade do conteúdo, dando mais ferramentas ao time de jornalistas para apuração, produção e distribuição de notícias em tempo real.

    Novas funcionalidades impulsionadas pela IA

    Entre as inovações implementadas no Estúdio Lab I.A. está o uso de sistemas de assistência inteligente. Essas ferramentas darão suporte na organização de informações, na geração de insights e na preparação de materiais para exibição, como pautas, roteiros, sugestões de perguntas para entrevistas e tarjas para serem exibidas na tela.

    Outro lançamento aguardado é a introdução de um avatar interativo de inteligência artificial. Este recurso poderá participar ativamente dos programas, sugerindo temas, perguntas e abordagens para apresentadores e convidados, o que promete ampliar as possibilidades de interação editorial durante as transmissões ao vivo.

    Tecnologia em prol do jornalismo em tempo real

    O novo estúdio do Times Brasil CNBC, localizado na Avenida Berrini, no centro financeiro de São Paulo, será utilizado tanto para gravações quanto para programação ao vivo. Inicialmente, dois novos projetos aproveitarão o ambiente de ponta, incluindo um programa dedicado ao universo da tecnologia.

    A operação do Estúdio Lab I.A. também contará com ferramentas avançadas de análise e processamento de dados. Essas capacidades auxiliarão na tomada de decisões em tempo real durante a produção e se integrarão a sistemas automatizados de controle e monitoramento, buscando aumentar a previsibilidade e a estabilidade das transmissões.

    “Já usamos ferramentas de I.A. no processo diário de produção de jornalismo, mas este projeto eleva essa integração a outro nível, com desenvolvimento de ponta na criação de agentes e soluções sob medida que, além de otimizar a produtividade, contribuem para aumentar a qualidade do produto final”, explica André Ramos, vice-presidente de Conteúdo e Operações do Times Brasil CNBC.

    Rafael Duzzi, diretor de tecnologia e engenharia do canal, reforça a visão: “Nosso objetivo é dar mais tração ao nosso time de jornalistas e à produção de conteúdo em tempo real. Tecnologia e I.A. entram como grandes aliadas nesse processo, criando um ambiente cada vez mais fértil para a apuração, produção e distribuição de notícias”.

  • Inteligência artificial e a economia da área do euro em 2026

    Inteligência artificial e a economia da área do euro em 2026

    IA e a economia da área do euro

    A inteligência artificial (IA) emerge como uma tecnologia de propósito geral (GPT) com potencial transformador, capaz de remodelar processos produtivos, modelos de negócios e estruturas econômicas. Sua evolução rápida, de sistemas de reconhecimento de padrões a modelos de linguagem avançados e IA generativa, indica uma capacidade crescente de realizar tarefas cognitivas complexas e até de atuar como um agente econômico independente. Essa capacidade de acelerar a inovação e o crescimento produtivo coloca a IA em destaque na análise econômica.

    A discussão sobre o impacto macroeconômico da IA abrange um espectro amplo de projeções, desde efeitos modestos até transformações profundas. Estudos apontam para aumentos significativos no PIB global e na produtividade do trabalho, embora estimativas variem consideravelmente. Essa divergência de conclusões sublinha a complexidade em prever o alcance e a magnitude dos efeitos da IA a curto e longo prazo. O foco atual recai sobre os impactos mais imediatos, onde evidências microeconômicas já demonstram ganhos em eficiência.

    Aceleração e adoção da IA na área do euro

    A difusão da IA na área do euro tem sido notavelmente rápida. Dados recentes indicam que a proporção de empregados utilizando IA aumentou significativamente entre 2024 e 2025, superando a velocidade de adoção de tecnologias anteriores como a internet e computadores pessoais. Essa adoção é mais acentuada entre trabalhadores com ensino superior e mais jovens.

    No entanto, a utilização intensiva da IA ainda se concentra em um conjunto menor de empresas. Embora a maioria das empresas reporte o uso de IA por seus funcionários, uma parcela menor a emprega de forma significativa em seus processos corporativos. As principais razões citadas para a não adoção ou uso limitado incluem a falta de habilidades em IA, preocupações éticas e a incompatibilidade com sistemas existentes.

    Investimento em tecnologia digital e IA

    Os avanços em IA impulsionam um aumento no investimento em tecnologias digitais na área do euro. Entre 2014 e 2024, o investimento digital cresceu mais de três vezes a taxa de crescimento do PIB. O investimento intangível, como software e P&D, representa a maior parte desse dispêndio, com investimento em centros de dados ainda relativamente contido.

    Apesar do crescimento expressivo, o ritmo do investimento digital na área do euro permanece abaixo do observado nos Estados Unidos. O investimento dos EUA mais que dobrou no mesmo período, com uma aceleração notável em 2025, ampliando o fosso em relação à Europa. Contudo, planos como o AI Continent Action Plan e a Apply AI Strategy visam injetar financiamento significativo para impulsionar o investimento digital, com empresas planejando alocar uma média de 9% de seus investimentos totais em IA em 2026.

    Impactos no emprego e na produtividade

    O impacto da IA no mercado de trabalho é um dos aspectos mais debatidos. Estimativas sugerem que uma parcela significativa do emprego global está exposta à IA, com cerca de metade dos empregos expostos em economias avançadas podendo se beneficiar da integração com IA, enquanto a outra metade enfrenta risco de deslocamento.

    Evidências iniciais na área do euro sugerem que a adoção de IA por empresas resultou em um aumento de produtividade, sem efeitos adversos imediatos no emprego. A capacidade dos mercados de trabalho de realocar trabalhadores e a velocidade da adoção serão fatores cruciais para determinar o efeito líquido da IA no emprego. A literatura existente, focada principalmente nos EUA, aponta para um cenário misto quanto ao viés de alta qualificação da IA, diferentemente de tecnologias digitais anteriores.

    Desafios e o futuro da IA na Europa

    A Europa enfrenta desafios específicos na adoção e aproveitamento da IA, incluindo a prevalência de pequenas e médias empresas (PMEs), mercados de capital menos desenvolvidos para financiamento de inovação de alto risco, e um ambiente regulatório que, embora bem-intencionado, pode gerar incertezas e custos de ajuste. Além disso, dinâmicas mais lentas de realocação de mão de obra em alguns Estados-Membros podem restringir a adoção.

    Uma trajetória de difusão mais lenta e desigual da IA na Europa em comparação com os EUA poderia não apenas comprimir os ganhos de produtividade europeus, mas também alargar o fosso transatlântico. Cenários de adoção mais lenta também podem gerar caminhos de produtividade assimétricos dentro da própria área do euro, com efeitos em cascata sobre o investimento, salários e condições macrofinanceiras. Se a produtividade de IA depender da adoção, o caminho futuro da Europa será a variável decisiva.