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  • Trump anuncia que big techs vão pagar por infraestrutura energética para IA

    Trump anuncia que big techs vão pagar por infraestrutura energética para IA

    Trump anuncia que big techs vão pagar por infraestrutura energética para IA

    O presidente Donald Trump anunciou um acordo histórico com gigantes da tecnologia, incluindo Google, Microsoft e OpenAI, para que estas empresas cubram os altos custos de energia necessários para alimentar a inteligência artificial (IA). O compromisso visa garantir que os Estados Unidos mantenham uma infraestrutura de ponta em IA sem sobrecarregar os consumidores americanos.

    A medida surge em meio a crescentes preocupações públicas sobre o impacto da IA no aumento dos preços da eletricidade, especialmente com a expansão de data centers que consomem energia comparável à de cidades de pequeno porte. A iniciativa busca responder a essa apreensão às vésperas das eleições de meio de mandato.

    Acordo na Casa Branca: energia para IA sob responsabilidade das empresas

    Durante uma reunião na Casa Branca, executivos de empresas de inteligência artificial comprometeram-se a arcar com os custos de usinas de energia e melhorias na rede elétrica. Trump declarou que o acordo é fundamental para que os EUA liderem a corrida tecnológica global em IA.

    “Esse acordo garantirá que os Estados Unidos possam manter a infraestrutura de IA mais avançada do planeta sem que as famílias americanas sejam forçadas a pagar a conta”, afirmou Trump.

    O governo Trump tem posicionado a IA como vital para a competição tecnológica com a China. A construção de data centers é considerada uma prioridade, com o presidente tendo anteriormente suspendido proibições de exportação de chips relacionados à IA e assinado um decreto para impor poucas limitações ao desenvolvimento da tecnologia.

    Preocupações com custos e o papel das empresas de tecnologia

    As preocupações com o custo de vida têm sido um fator político relevante. Em resposta, Trump afirmou que as empresas de tecnologia devem prover suas próprias necessidades de energia para evitar o aumento dos preços para os consumidores. O “compromisso de proteção ao consumidor” firmado pelas empresas visa cumprir essa promessa, segundo a Casa Branca.

    Trump destacou a necessidade de relações públicas para combater a percepção de que a instalação de data centers eleva os preços da eletricidade. “E isso não está acontecendo —isso não vai acontecer— e para as áreas onde aconteceu, não vai mais acontecer”, assegurou.

    Detalhes do compromisso e o futuro da infraestrutura de IA

    Sob o acordo, as empresas garantirão energia para seus data centers e negociarão suas próprias tarifas com as concessionárias, pagando pelo custo da energia solicitada, independentemente do uso efetivo. Executivos, como Ruth Porat, presidente e diretora de investimentos da Alphabet e do Google, confirmaram o compromisso:

    “Estamos comprometidos não apenas a pagar por 100% da energia que usamos, mas, muito importante, pela infraestrutura para apoiar esse crescimento, independentemente de acabarmos usando essa energia ou não.”

    Outras empresas, como a Meta, também demonstraram compromisso com programas de treinamento para construção de data centers. A participação incluiu executivos da Oracle, xAI e Microsoft.

    Embora algumas empresas já estivessem adotando medidas semelhantes, como a Microsoft e a Anthropic, que se comprometeram a cobrir o custo da eletricidade, os detalhes da divisão de custos da infraestrutura energética são tipicamente definidos em níveis estaduais e locais. O governo reconhece que as empresas cumprirão suas promessas devido à necessidade de aprovação governamental para seus projetos e à possibilidade de penalidades regulatórias.

  • Block: CFO explica saltos em IA em 18 meses que levaram à decisão de cortar quase metade da força de trabalho

    Block: CFO explica saltos em IA em 18 meses que levaram à decisão de cortar quase metade da força de trabalho

    Block demite quase metade da força de trabalho impulsionada por avanços em IA

    A Block, empresa-mãe da Square e Cash App, chocou o mundo dos negócios ao anunciar a demissão de 4.000 funcionários, o que representa quase metade de sua força de trabalho. Apesar de reportar um lucro bruto de US$ 2,9 bilhões no quarto trimestre de 2025 e ver suas ações subirem quase 20% após o anúncio, a questão que paira é: por que cortar empregos em um momento de lucratividade e crescimento?

    A resposta, segundo a CFO e COO da Block, Amrita Ahuja, em entrevista à Fortune, reside em uma estratégia de transformação de longo prazo, e não em uma reação a pressões de mercado. “Acreditamos que é realmente de uma posição de força que temos a capacidade de tomar uma ação como essa com confiança”, afirmou Ahuja. A decisão é resultado de uma jornada de dois anos para integrar profundamente a inteligência artificial (IA) em toda a empresa.

    Avanços em IA e o impacto na produtividade

    A implementação da IA internamente já demonstrou aumentar a produtividade da força de trabalho e embasar a decisão da Block de elevar suas projeções para 2026, mesmo com a redução de pessoal. Um pilar central dessa estratégia é o codinome goose, um agente de IA desenvolvido internamente pela Block. O goose opera sobre grandes modelos de linguagem, executando ações, redigindo e-mails e automatizando fluxos de trabalho.

    Em produção interna há aproximadamente 18 meses e já disponibilizado como código aberto, o goose tem sido fundamental. Desde setembro de 2025, a produtividade dos desenvolvedores na Block aumentou 40% no uso de ferramentas de IA para implementar código e funcionalidades mais rapidamente. Um exemplo notável é um modelo de avaliação de risco que antes levava um trimestre inteiro para ser construído, agora é finalizado em uma fração do tempo. Isso confere aos líderes a confiança de que equipes menores podem gerenciar “um volume de trabalho realmente significativo”.

    Tomada de decisão e princípios orientadores

    No papel de CFO e COO, Amrita Ahuja enfatiza a importância de debater ideias rigorosamente e focar na execução para todos os envolvidos. Ela esclareceu que não houve uma meta percentual de redução imposta de cima para baixo. Em vez disso, os líderes de diferentes áreas da empresa elaboraram planos com base em três princípios fundamentais:

    • Proteger a resiliência e a confiabilidade das plataformas da Block.
    • Manter as capacidades de conformidade e gestão de riscos em movimentação de dinheiro, poupança e comércio.
    • Preservar a habilidade de executar um roteiro de produtos focado em crescimento.

    Paralelamente à redução de pessoal, a Block elevou suas projeções para 2026, esperando um crescimento de 18% no lucro bruto ano a ano e um aumento de 54% nos lucros. Essa expectativa reflete a crença de que a eficiência impulsionada pela IA se traduzirá em expansão de margens.

    IA como motor de eficiência, não apenas corte de custos

    As demissões na Block ocorrem em meio a uma onda maior de cortes no setor de tecnologia. Enquanto algumas empresas evitam vincular diretamente as demissões à IA, o CEO da Block, Jack Dorsey, explicitamente conectou os cortes aos ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia. Ele reconheceu que a empresa “contratou em excesso durante a COVID” e que a estrutura organizacional foi corrigida em 2024. Contudo, atribuir as demissões apenas a isso “perde toda a complexidade”, apontando para a expansão em empréstimos, serviços bancários e “compre agora, pague depois”, além do foco em eficiência.

    Para aqueles que veem a abordagem da Block em relação à IA como um rótulo conveniente para ciclos de contratação e corte, Ahuja pede para “olhar os dados”. Em 2019, a Block gerava cerca de US$ 500.000 em lucro bruto por funcionário. Esse número permaneceu estável mesmo com a expansão de alguns milhares para cerca de 13.000 funcionários nos anos de hiper-crescimento. Nos últimos anos, essa métrica subiu para aproximadamente US$ 750.000 em 2024 e US$ 1 milhão em 2025. Com as metas atuais, o lucro bruto por funcionário em 2026 deve atingir cerca de US$ 2 milhões, o dobro do ano anterior.

    “Não acho que isso seja sobre excesso de pessoal”, disse Ahuja. “É sobre capacitar nossas equipes com as ferramentas mais poderosas e de classe mundial que temos para ajudá-las a fazer seu trabalho com mais eficiência.”

    Impacto nos funcionários e visão de futuro

    A decisão estratégica de realizar demissões em larga escala afeta diretamente os funcionários remanescentes. Dentro da Block, os líderes ponderaram entre uma reestruturação “ousada e decisiva” e uma série de cortes menores e reativos. A primeira opção foi escolhida, em parte, pelo impacto na moral. “É uma grande notícia para qualquer um superar”, admitiu Ahuja. “Lamentamos ver colegas partirem. Somos incrivelmente gratos a essas pessoas que nos ajudaram a construir a Block.”

    Ahuja reconheceu o peso emocional da perda de colegas e a realidade de que os funcionários restantes terão mais trabalho no curto prazo. No entanto, equipá-los com “as ferramentas mais poderosas do mundo”, investir em requalificação e apoiar isso com recompensas e reconhecimento os posiciona melhor para o futuro, seja na Block ou em outro lugar. Os funcionários desligados receberam um pacote de indenização que incluiu 20 semanas de salário base, com uma semana adicional por ano de serviço. Eles também tiveram a manutenção de seus direitos sobre ações até maio e seis meses de cobertura de saúde. Adicionalmente, receberam um auxílio de transição de US$ 5.000 e puderam ficar com seus dispositivos de trabalho.

    Olhando para frente, Ahuja indicou que a Block não impôs um teto rígido para o número de funcionários. A empresa espera continuar contratando em áreas específicas, especialmente em vendas e engenharia focada em IA, ligadas diretamente ao crescimento da receita e à inovação de produtos. Dorsey prevê que muitas outras empresas chegarão a conclusões semelhantes e adaptarão suas organizações em torno da IA. “É difícil prever o futuro”, concluiu Ahuja, “mas com base no ritmo de avanço que vi na tecnologia e o quão poderosa ela é, os momentos de ‘uau’ que são desbloqueados à medida que as pessoas realmente começam a usá-la, eu acho que é absolutamente para onde o mundo está indo.” O ritmo dessa transformação pode variar entre as empresas, dependendo de sua experimentação e adaptabilidade com a tecnologia.

  • Uso de dados, biobancos e inteligência artificial foram outros temas debatidos no primeiro dia da reunião da WMA em São Paulo

    Uso de dados, biobancos e inteligência artificial foram outros temas debatidos no primeiro dia da reunião da WMA em São Paulo

    Reunião da WMA em São Paulo: debates sobre dados, biobancos e IA marcam o primeiro dia

    O primeiro dia da 2ª Reunião Regional Aberta de Especialistas da World Medical Association (WMA), realizada em São Paulo, concentrou-se em discutir os complexos desafios éticos relacionados ao uso de dados e materiais biológicos em saúde. O evento, que segue até esta sexta-feira (6), reuniu especialistas nacionais e internacionais para aprofundar o debate sobre a revisão da Declaração de Taipei, um documento crucial para estabelecer princípios éticos no manejo de bases de dados em saúde e biobancos.

    As discussões foram pautadas pelo avanço da inteligência artificial e da medicina baseada em dados, temas cada vez mais relevantes no cenário da saúde digital. A reunião busca aprimorar diretrizes internacionais para garantir que o uso dessas tecnologias e recursos respeite princípios éticos fundamentais.

    Desafios éticos no uso de amostras clínicas e dados

    Carlos Sacomani, do Conselho de Ética e Conduta da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), apresentou o tema “Uso das Amostras Clínicas Remanescentes: o que é eticamente aceitável?”. Sua palestra abordou questões cruciais como o uso de amostras que sobram de procedimentos clínicos, as situações em que o consentimento pode ser dispensado e o princípio da proporcionalidade na aplicação desses materiais para fins científicos.

    Na sequência, Priscila Cruzatti, especialista da indústria de healthcare da Google Cloud Brasil, detalhou as boas práticas para a integração e governança de dados em ambientes digitais cada vez mais complexos na palestra “Vinculando dados em saúde de maneira correta”.

    Inteligência artificial comercial e responsabilidades éticas

    Um dos pontos de destaque foi o debate sobre “Dados em Saúde e IA Comercial: Responsabilidades e Linhas Vermelhas”, conduzido por representantes da Clalit Health Services, de Israel. A discussão focou nos limites éticos para o uso de dados no treinamento de modelos de inteligência artificial, o acesso por fornecedores de tecnologia, a necessidade de explicabilidade dos algoritmos e a responsabilização institucional.

    O papel dos comitês de ética e a análise de tecnologias avançadas

    A atuação dos comitês de ética também esteve em evidência. Roseli Nomura, coordenadora do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e coordenadora adjunta da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), apresentou “O que realmente fazem os comitês de ética?”. Ela enfatizou a importância da qualificação dos membros desses comitês para avaliar estudos que envolvem tecnologias avançadas e a necessidade de análises técnicas prévias à avaliação ética.

    Diálogos sobre direito, tecnologia e dados

    A complexa relação entre direito, tecnologia e dados foi aprofundada na palestra “Dilema Ético: Direito e Dados”, ministrada por Aviv Gaon, professor associado da Reichman University, em Israel, com moderação de Luiz Vicente Rizzo, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Hospital Israelita Albert Einstein.

    Perspectivas internacionais e o futuro da saúde digital

    O encontro contou ainda com uma sessão especial sobre perspectivas internacionais. Elodie Caboux, da International Agency for Research on Cancer (IARC), agência ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), apresentou “Perspectivas internacionais sobre o uso de dados e biospecímenes na era da saúde digital e da inteligência artificial”, encerrando as discussões do dia.

    A reunião da WMA em São Paulo sublinha a urgência e a importância de se estabelecerem marcos éticos claros para a utilização de dados e biobancos, especialmente diante do rápido avanço das tecnologias digitais e da inteligência artificial na medicina.

  • Google Investe €5 Bilhões em IA e Cloud na Bélgica em 2025

    Google Investe €5 Bilhões em IA e Cloud na Bélgica em 2025

    Google anuncia investimento histórico de €5 bilhões na Bélgica

    O Google confirmou um investimento substancial de €5 bilhões na Bélgica, a ser aplicado ao longo dos próximos dois anos. O objetivo principal é a expansão de sua infraestrutura de nuvem e inteligência artificial (IA) no país. Este movimento estratégico, anunciado na quarta-feira, representa um dos maiores aportes financeiros da gigante da tecnologia no continente europeu, com o intuito de impulsionar a economia digital e consolidar a Bélgica como um centro de inovação em IA e tecnologias sustentáveis.

    Este montante expressivo visa fortalecer a presença do Google na região, com investimentos direcionados para a expansão de data centers, desenvolvimento de nova infraestrutura tecnológica, implementação de soluções de energia renovável e programas de capacitação em inteligência artificial. A iniciativa sublinha a confiança da empresa no potencial belga como um polo de excelência tecnológica.

    Expansão dos data centers em Saint-Ghislain

    O cerne deste investimento está concentrado na ampliação significativa dos campus de data centers localizados em Saint-Ghislain. Esta expansão representa um upgrade substancial na capacidade de processamento e armazenamento de dados do Google na Europa, com novas instalações equipadas com tecnologia de ponta para suportar as exigências de IA e computação em nuvem.

    As melhorias planejadas incluem a modernização de sistemas de refrigeração e energia, a introdução de servidores especializados para IA, o aumento da capacidade de armazenamento e a otimização da conectividade de rede. A escolha estratégica de Saint-Ghislain se deve à sua localização geográfica e acesso a fontes de energia renovável, fortalecendo a região como um dos principais centros de dados do Google no continente.

    Criação de empregos e capacitação em IA

    O investimento do Google na Bélgica resultará na criação de aproximadamente 300 novos empregos em tempo integral, em diversas áreas como engenharia de dados, operações de data center e desenvolvimento de IA. Além da geração de empregos qualificados, a empresa lançará programas gratuitos de treinamento em inteligência artificial para trabalhadores belgas.

    Estes programas de capacitação, desenvolvidos em parceria com organizações não-governamentais locais, visam democratizar o acesso ao conhecimento em IA e preparar a força de trabalho local para as demandas do futuro digital. As iniciativas incluem treinamento básico em IA e machine learning, certificações em ferramentas do Google Cloud e workshops práticos.

    Compromisso com energia renovável e sustentabilidade

    Um componente vital do investimento é a firmação de novos acordos com fornecedores de energia renovável na Bélgica, como Eneco, Luminus e Renner. Estas parcerias estratégicas visam desenvolver parques eólicos terrestres adicionais para alimentar as operações expandidas em Saint-Ghislain com energia limpa.

    Esta abordagem sustentável reforça o compromisso do Google em operar com energia 100% renovável e contribui para as metas climáticas da Bélgica. As operações belgas se posicionam como um modelo de crescimento tecnológico ambientalmente responsável.

    Impacto na economia digital europeia

    O investimento de €5 bilhões posiciona a Bélgica como um hub estratégico para a inovação em IA na Europa, com potencial para atrair outras empresas e startups. Este movimento fortalece o ecossistema digital europeu e a competitividade tecnológica do continente, acelerando a adoção de tecnologias de inteligência artificial em setores como finanças, manufatura e saúde.

    A expansão dos data centers fornecerá a infraestrutura necessária para suportar aplicações de IA em larga escala, contribuindo para a soberania digital europeia e demonstrando a confiança do Google no mercado da região com investimentos de longo prazo.

  • Sam Altman Revela o Futuro da IA no Dev Day 2025

    Sam Altman Revela o Futuro da IA no Dev Day 2025

    Sam Altman revela futuro da IA no Dev Day 2025

    O CEO da OpenAI, Sam Altman, apresentou perspectivas audaciosas sobre o futuro da inteligência artificial durante o Dev Day 2025. Em uma entrevista exclusiva, Altman detalhou avanços em AGI, agentes de IA autônomos e o impacto transformador dessas tecnologias no mundo do trabalho, revelando um cenário de mudanças aceleradas e novas fronteiras para a descoberta científica.

    A IA já demonstra uma capacidade emergente de realizar “descobertas inovadoras”, servindo como um parceiro ativo para cientistas em diversas áreas. Essa evolução sugere um futuro onde a inteligência artificial não apenas auxilia, mas também impulsiona avanços revolucionários em pesquisa e desenvolvimento, alterando a forma como o conhecimento é gerado.

    O papel da IA nas descobertas científicas

    Sam Altman destacou que a capacidade da IA para gerar descobertas está em pleno desenvolvimento. Cientistas de diferentes campos já utilizam essas ferramentas para alcançar avanços significativos em suas pesquisas. Essa colaboração entre humanos e IA está pavimentando o caminho para inovações antes inimagináveis.

    Um exemplo notável dessa aplicação ocorre na Duke University, onde pesquisadores empregaram o TuNa-AI, uma plataforma que integra robótica e aprendizado de máquina. O sistema conseguiu otimizar a criação de nanopartículas para entrega de medicamentos, utilizando robôs automatizados para testar milhares de formulações. O resultado foi um aumento de 43% na taxa de sucesso na criação de nanopartículas, superando métodos tradicionais.

    Essa capacidade de descoberta autônoma representa uma mudança de paradigma. A IA não se limita a processar dados; ela gera insights novos, acelerando o progil da pesquisa científica. No caso do TuNa-AI, a equipe conseguiu reduzir em 75% um ingrediente potencialmente tóxico em um tratamento contra o câncer, mantendo a eficácia. Isso sinaliza uma era onde a AGI amplifica a capacidade humana de descoberta.

    O futuro do trabalho e a autonomia dos agentes de IA

    Altman também abordou a radical transformação do conceito de trabalho. O futuro, segundo ele, “pode parecer menos com trabalho” do que conhecemos hoje, impulsionado por progressos “desorientantes” em tarefas agenticas baseadas em tempo. O executivo mencionou que o Codex está próximo de executar autonomamente uma semana inteira de trabalho.

    A capacidade do Codex de realizar autonomamente uma semana inteira de trabalho é algo que ele descreve como “desorientante” devido ao ritmo acelerado dos progressos em tarefas baseadas em agentes.

    Essa evolução aponta para a possibilidade de startups bilionárias com zero funcionários humanos, empresas que poderiam ser inteiramente criadas e operadas por meio de prompts para agentes de IA. Essa visão sugere um futuro onde a criação de valor econômico pode se desvencilhar significativamente do trabalho humano tradicional, alterando o “contrato social” em torno do emprego.

    Agentes de IA autônomos e a corrida tecnológica

    A era dos agentes de IA verdadeiramente autônomos está cada vez mais próxima. Sam Altman previu a ascensão de startups bilionárias operadas inteiramente por IA, gerenciadas através de simples comandos. Esse avanço é impulsionado pela velocidade de progresso em tarefas agenticas.

    Ferramentas como o Google Gemini 2.5 Computer Use exemplificam essa evolução. O modelo é capaz de controlar navegadores, preencher formulários e navegar interfaces de usuário de forma autônoma, superando rivais em benchmarks. Essa capacidade de interagir com interfaces web e mobile de maneira completa, incluindo a análise visual de screenshots, estabelece uma vantagem técnica significativa.

    O Gemini 2.5 demonstrou performance superior ao OpenAI Computer Using Agent e ao Claude Sonnet 4.5/4, apresentando também a menor latência entre os competidores. Essa combinação de precisão e velocidade é crucial para aplicações práticas e comerciais, já sendo integrada em ferramentas como o Project Mariner e o AI Mode do Google.

    Apesar das mudanças radicais, Altman expressa otimismo quanto à capacidade humana de adaptação, acreditando que a humanidade prosperará junto a essas transformações tecnológicas. O Dev Day 2025, portanto, não apenas apresentou o estado da arte da IA, mas também traçou um roteiro para um futuro onde a inteligência artificial redefine os limites da ciência, do empreendedorismo e do próprio trabalho humano.

  • Inteligência artificial e pejotização: congresso no TST debate os desafios do trabalho contemporâneo

    Inteligência artificial e pejotização: congresso no TST debate os desafios do trabalho contemporâneo

    Inteligência artificial e pejotização: congresso no TST debate os desafios do trabalho contemporâneo

    O Tribunal Superior do Trabalho (TST) sediou o congresso “Diálogos Internacionais: Relações de Trabalho na Sociedade Contemporânea”, um encontro que reuniu especialistas do Brasil e do exterior para debater as transformações no mundo do trabalho. O evento abordou temas cruciais como pejotização, governança algorítmica, subordinação tecnológica e o avanço da inteligência artificial.

    Na abertura do congresso, o presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, ressaltou a urgência de se estabelecer novas regulações para o mercado de trabalho. Ele enfatizou que, apesar das mudanças históricas, o trabalho humano continua sendo fundamental e exige tratamento pautado pela decência e dignidade. “Precisa haver uma regulação do capital para que ele não seja exploratório”, declarou o ministro.

    Riscos de precarização e aviltamento da dignidade

    O ministro Augusto César, diretor da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat), também alertou para os perigos de um possível retrocesso nas relações laborais. Ele destacou a importância de trazer profissionais e pesquisadores que vivenciam essas questões na prática, a fim de evitar a precarização do trabalho e o aviltamento da dignidade humana.

    “Houve a preocupação de trazer congressistas, professores e pesquisadores que estão vivenciando esses mesmos problemas, de forma que isso não gere precarização do trabalho nem o aviltamento da dignidade da pessoa humana”, afirmou o ministro.

    O princípio da primazia da realidade nos fatos

    Sob a perspectiva internacional, o professor João Leal Amado, da Universidade de Coimbra, em Portugal, trouxe uma visão sobre a importância de se considerar a realidade dos fatos na análise das relações de trabalho. Ele salientou que, tanto para a Justiça do Trabalho na Europa quanto no Brasil, o que prevalece é a concretude das situações vivenciadas.

    “Para a Justiça do Trabalho na Europa, como eu creio que aqui no Brasil, o que interessa é a realidade”.

    O debate promovido pelo TST evidencia a necessidade contínua de adaptação e reflexão sobre as novas fronteiras do trabalho, onde a tecnologia e modelos de contratação alternativos desafiam as estruturas tradicionais e a proteção dos trabalhadores. As discussões visam garantir que os avanços tecnológicos e as novas formas de organização do trabalho não comprometam os direitos e a dignidade dos empregados.

  • A inteligência artificial não substitui o médico, mas redefine sua atuação

    A inteligência artificial não substitui o médico, mas redefine sua atuação

    A inteligência artificial não substitui o médico, mas redefine sua atuação

    A medicina vive um de seus momentos de maior transformação, impulsionada pela inteligência artificial (IA). Longe de substituir os profissionais, a IA atua como uma ferramenta de ampliação e potencialização das capacidades humanas, redefinindo a forma como o conhecimento é acessado e a assistência é organizada.

    Em 2026, a IA já é uma realidade no cotidiano médico, agilizando a busca por informações que antes demandavam extensas pesquisas. Agora, sistemas em linguagem natural oferecem respostas contextuais e precisas, funcionando como verdadeiros “copilotos” digitais em prontuários eletrônicos, sugerindo diagnósticos e organizando dados clínicos.

    Augmentation: A nova fronteira da tecnologia médica

    O conceito central por trás dessa revolução é o de “augmentation”, que significa o uso da tecnologia para potencializar a capacidade humana sem transferir a decisão final ao sistema. A IA fortalece o raciocínio clínico e auxilia na tomada de decisões, representando uma nova etapa da evolução tecnológica, semelhante ao que a telemedicina proporcionou.

    Contudo, é crucial estar ciente dos riscos. O viés de automação, que leva à confiança excessiva em sistemas automatizados, pode comprometer o julgamento clínico, especialmente quando as respostas da IA são apresentadas de forma segura e definitiva. A análise crítica e a supervisão humana permanecem indispensáveis.

    O debate ético e o “human in the loop”

    O debate ético em torno do uso da IA na saúde se intensifica. O princípio do “human in the loop” reforça a necessidade de manter a supervisão humana, mesmo com sistemas cada vez mais autônomos. Sociedade e entidades médicas têm o papel de definir quais tarefas podem ser delegadas à tecnologia e quais exigem, invariavelmente, a decisão profissional e humana.

    Para o paciente, o uso da IA como substituta da consulta médica pode apresentar riscos significativos. A ausência de exame físico, limitações em bases de dados, falta de responsabilidade formal e a dificuldade na individualização do tratamento podem culminar em erros diagnósticos, atrasos terapêuticos ou uma falsa sensação de segurança.

    Como ferramenta complementar, a IA pode, no entanto, ser valiosa. Ela auxilia na classificação de sintomas, no esclarecimento de dúvidas e na orientação para a busca de atendimento adequado.

    Os três eixos de contribuição da IA na Medicina

    A contribuição da inteligência artificial na medicina se manifesta em três eixos principais:

    • Melhoria operacional: Automação de tarefas como o preenchimento de documentos.
    • Ampliação da qualidade clínica: Checagem de prescrições e suporte à decisão diagnóstica e terapêutica.
    • Educação personalizada: Orientações pré-operatórias e esclarecimentos sobre tratamentos.

    O grande desafio reside em integrar a eficiência proporcionada pela IA sem comprometer a humanização intrínseca à Medicina. Essa reflexão foi central em um encontro recente promovido pela Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), em parceria com o Instituto Caldeira, destacando a necessidade contínua de debate entre médicos, gestores e especialistas.

    O consenso é claro: a tecnologia só gera valor quando incorporada com responsabilidade, com o protagonismo do corpo clínico e um foco inabalável na segurança do paciente. A inovação, os dados e a inteligência artificial devem caminhar juntos para construir o futuro do cuidado em saúde.

  • Webinário Conecta: Conheça a Berna – A inteligência artificial que apoia o combate à litigância abusiva

    Webinário Conecta: Conheça a Berna – A inteligência artificial que apoia o combate à litigância abusiva

    Webinário Conecta aborda uso da inteligência artificial contra litigância abusiva

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizará em 19 de março de 2026, às 15h, o “Webinário Conecta: Conheça a Berna – A inteligência artificial que apoia o combate à litigância abusiva”. O evento, transmitido pelo Microsoft Teams e pelo Canal do CNJ no YouTube, tem como objetivo principal apresentar e aprofundar o conhecimento sobre a Berna, uma ferramenta inovadora que utiliza inteligência artificial (IA) para identificar e automatizar o reconhecimento de demandas em massa e possíveis casos de litigância abusiva no Judiciário.

    A iniciativa é voltada especialmente para magistradas, magistrados e suas equipes, oferecendo uma oportunidade única para entender o funcionamento do sistema, seus acessos e as atualizações dos dados processados. A Berna, desenvolvida pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), representa um avanço significativo na otimização de processos e no combate a práticas que oneram indevidamente o sistema judiciário.

    Entenda o que é a Berna e sua relevância

    A Berna é uma solução tecnológica que emprega inteligência artificial para automatizar o reconhecimento de demandas em massa e identificar padrões de litigância abusiva. Essa capacidade permite que os tribunais agilizem a análise de processos repetitivos e identifiquem aqueles que podem ser considerados abusivos, otimizando o tempo e os recursos do Judiciário.

    A iniciativa Conecta e a disseminação de inovações

    Desde dezembro de 2025, a Berna está disponível para todos os tribunais do país por meio do Conecta. Esta iniciativa, parte do Programa Justiça 4.0, atua como uma incubadora de novas ferramentas tecnológicas desenvolvidas por tribunais brasileiros, com o intuito de acelerar sua implementação e disponibilizá-las para os demais órgãos do Judiciário.

    O Conecta fomenta a colaboração institucional, evita a duplicação de esforços e promove a redução de custos. Ao transformar experiências locais em soluções de uso coletivo, a iniciativa garante mentorias, capacitações e suporte técnico para o aprimoramento contínuo das soluções. Até o momento, além da Berna, o programa já disponibilizou a ferramenta ApoIA para todos os tribunais brasileiros.

    Serviço do evento

    As inscrições para o webinário estão abertas até o dia 17 de março de 2026, às 16h. Os interessados podem realizar sua inscrição através do link oficial disponibilizado pelo CNJ.

    Este será o primeiro webinário de uma série de eventos previstos para 2026, com o objetivo de apresentar as diversas soluções integradas e impulsionadas pelo programa Conecta.

    O Programa Justiça 4.0, que viabiliza essas inovações, é resultado de um acordo de cooperação entre o CNJ e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), com o apoio de importantes instituições como o Conselho da Justiça Federal (CJF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O programa busca constantemente aprimorar as soluções tecnológicas para tornar os serviços da Justiça brasileira mais eficientes, eficazes e acessíveis.

  • Inteligência artificial pode evitar a extinção de mais de 10 mil espécies

    Inteligência artificial pode evitar a extinção de mais de 10 mil espécies

    Inteligência artificial pode evitar a extinção de mais de 10 mil espécies

    Uma nova fronteira na conservação da biodiversidade está sendo explorada graças aos avanços da Inteligência Artificial (IA). Cientistas desenvolveram um sistema inovador capaz de prever ameaças a um vasto número de espécies, com foco inicial em mais de 10 mil espécies de peixes de água doce ao redor do globo. Essa ferramenta promete revolucionar a forma como identificamos riscos e agimos para proteger a vida selvagem antes que seja tarde demais.

    A pesquisa, publicada em fevereiro de 2026 na renomada revista científica Nature Communications, detalha um sistema que analisa 52 variáveis distintas. Essas variáveis abrangem desde fatores ambientais cruciais até aspectos socioeconômicos que podem, direta ou indiretamente, colocar em perigo a sobrevivência de diferentes espécies. Ao identificar antecipadamente essas potenciais ameaças, a IA permite que pesquisadores e autoridades ajam de forma proativa, implementando medidas de conservação eficazes.

    Como a IA identifica ameaças à vida selvagem

    A ferramenta nasceu de um esforço iniciado em 2020 por Christina Murphy, vice-diretora da Unidade Cooperativa de Pesquisa de Peixes e Vida Selvagem do Maine (parte do Serviço Geológico dos Estados Unidos – USGS), durante seu pós-doutorado. Com a colaboração de instituições internacionais como a Universidade de Girona (Espanha), o Serviço Geológico dos Estados Unidos e o Serviço Florestal americano, o projeto utilizou 12 bases de dados públicas globais para construir o sistema de IA.

    O objetivo principal era compreender quais fatores tornam uma espécie mais vulnerável à extinção. A Inteligência Artificial foi alimentada com dados que incluem informações da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), permitindo analisar mudanças globais com potencial impacto na vida aquática. A capacidade de proteção atual abrange 10.631 espécies de peixes.

    Variáveis analisadas pela IA

    A complexidade das ameaças é refletida na amplitude das variáveis consideradas pela IA. Elas vão além das mudanças climáticas e incluem:

    • Indicadores socioeconômicos, como o Produto Interno Bruto (PIB).
    • Diversidade geomorfológica (variações no relevo).
    • Diversidade hidrológica (circulação e distribuição de água).
    • Características biológicas intrínsecas das espécies.
    • Impactos de infraestruturas como a construção de barragens.
    • Níveis de poluição.
    • Ordem taxonômica (agrupamento biológico).
    • Mudanças ambientais, como alterações climáticas e disponibilidade hídrica.

    Uma abordagem inovadora deste estudo foi a inclusão de variáveis e critérios de análise não comumente adotados pela UICN. Isso permitiu explorar fatores complementares e menos explorados, aprimorando significativamente a capacidade preditiva da IA e acelerando a detecção de ameaças que, por métodos tradicionais, levariam muito mais tempo para serem estudadas.

    Fatores cruciais para a vulnerabilidade das espécies

    Graças ao suporte tecnológico da IA, o estudo consolidou os principais elementos que aumentam a vulnerabilidade de uma espécie à extinção. A preservação do habitat emerge como um fator primordial, já que espécies não ameaçadas tendem a habitar regiões ambientalmente estáveis e saudáveis, com mínima intervenção humana.

    Contudo, o habitat não é o único determinante. Outros aspectos naturais, como a diversidade geomorfológica e a ordem taxonômica – que implica que espécies do mesmo grupo tendem a reagir de forma semelhante a mudanças ambientais –, também desempenham papéis significativos. As intervenções humanas, especialmente aquelas com implicações econômicas como a construção de barragens e a expansão urbana desordenada, foram destacadas como impulsionadoras diretas do nível de vulnerabilidade.

    Impactos diretos da IA na conservação

    Além de prever riscos, a Inteligência Artificial tem a capacidade de sugerir e até mesmo desenvolver estratégias para mitigar essas ameaças, propondo medidas que podem beneficiar diversas espécies simultaneamente. Essa abordagem proativa permite que cientistas resolvam potenciais problemas antes que se agravem, resultando em uma economia de tempo e recursos, além de salvar vidas selvagens.

    A tecnologia possibilita que autoridades tomem medidas preventivas antes mesmo que uma espécie seja formalmente listada como ameaçada.

    Segundo Christina Murphy, a ferramenta também é capaz de analisar a eficácia de diferentes estratégias de conservação e recomendar ações com base em experiências bem-sucedidas. Embora o modelo ainda precise de aprimoramentos e a expansão para outras espécies dependa da disponibilidade de dados suficientes, o potencial da IA como aliada na proteção da biodiversidade é inegável.

    Esta matéria faz parte da iniciativa #UmSóPlaneta, uma união de 19 marcas da Editora Globo, Edições Globo Condé Nast e CBN, dedicada a promover discussões e ações em prol do meio ambiente.

  • A Fronteira da Inovação: Como funcionários não técnicos da Microsoft criam suas próprias ferramentas de IA

    A Fronteira da Inovação: Como funcionários não técnicos da Microsoft criam suas próprias ferramentas de IA

    A fronteira da inovação: como funcionários não técnicos da Microsoft criam suas próprias ferramentas de IA

    Em um cenário corporativo cada vez mais impulsionado pela inteligência artificial, a Microsoft está testemunhando uma transformação notável: seus próprios funcionários, sem formação técnica em engenharia, estão ativamente desenvolvendo suas ferramentas de IA. Essa iniciativa, centrada na plataforma Frontier Forge, capacita colaboradores de diversas áreas a automatizarem tarefas, acelerarem fluxos de trabalho e inovarem em suas funções, antes restritas a equipes especializadas.

    O que começou como um experimento de hackathon evoluiu para um movimento vibrante dentro da Microsoft. Essa abordagem democratizada para a criação de IA está redefinindo a produtividade e abrindo novas fronteiras para a colaboração e a inovação.

    O problema e a solução grassroots

    Desafios como o acúmulo de tarefas em backlogs, a dificuldade em obter recursos de engenharia ou a necessidade de realizar tarefas manuais repetitivas, como copiar dados entre sistemas, são comuns para muitos profissionais não técnicos. Brett Reifers, um gerente de produto sênior da Microsoft Digital, observou essa lacuna e a necessidade de soluções de IA verdadeiramente aplicáveis ao trabalho diário.

    “Eu e outros colegas gastávamos muito tempo com a organização de dados e tarefas administrativas quando nosso foco deveria ser a estratégia. Ninguém estava construindo algo que realmente parecesse agente”, relata Reifers. Diante disso, a equipe decidiu “fazer nós mesmos”, dando origem ao Frontier Forge.

    “Eu vi a mim mesmo e outros gastando muito do nosso tempo em manipulação de dados e tarefas administrativas quando queríamos estar definindo estratégias. Ninguém estava construindo o que parecia verdadeiramente agente. Então, fizemos isso sozinhos.” – Brett Reifers, gerente de produto sênior, Microsoft Digital

    O nascimento do Frontier Forge

    A ideia central era criar um ambiente acessível onde funcionários com menos familiaridade técnica pudessem utilizar agentes de IA para realizar suas tarefas. Reifers, em parceria com Humberto Arias, também gerente de produto sênior, focou na capacidade dos agentes de preencher formulários e interagir com interfaces web – um insight chave que desbloqueou o potencial para automatizar uma vasta gama de processos.

    O conceito foi apresentado na hackathon anual da Microsoft e validado. Posteriormente, o projeto foi lançado no GitHub, tornando-se um repositório aberto com templates, módulos de aprendizado e agentes de IA prontos para uso. O Frontier Forge se tornou um centro comunitário com quase 100 contribuidores ativos.

    Uma plataforma para a criação de IA acessível

    O Frontier Forge combina ferramentas como GitHub Copilot, Visual Studio Code (VS Code) e Model Context Protocols (MCPs) para criar um ambiente de desenvolvimento profissional acessível a não engenheiros. O objetivo é fornecer um espaço de trabalho intuitivo, repleto de recursos pré-configurados e adaptados às necessidades internas da Microsoft Digital.

    “O Frontier Forge é um lugar onde você pode aprender, independentemente do seu nível de habilidade. Você pode adotar o que está disponível, mesmo que não saiba por onde começar.” – Sean MacDonald, diretor de gerenciamento de produto, Microsoft Employee Experience

    Essa arquitetura de IA centrada no contexto utiliza três camadas:

    • VS Code: O ambiente gerenciado para o desenvolvimento.
    • GitHub Copilot: Oferece funcionalidade de chat e assistência de IA com acesso a múltiplos modelos.
    • MCPs: Conectores padronizados que permitem aos agentes acessar ferramentas, dados e serviços localmente.

    Os MCPs facilitam a integração com serviços essenciais para os fluxos de trabalho, como Azure DevOps, Microsoft Documentation e Figma. A capacidade de criar novos MCPs, inclusive por meio do próprio GitHub Copilot, elimina barreiras e expande continuamente as funcionalidades disponíveis.

    “Com GitHub Copilot e MCPs, não há literalmente limites. É difícil explicar o quão transformador isso pode ser para um gerente de produto. Tudo o que você pede é transformado em código com um propósito, permitindo que você faça algo que não podia antes.” – Humberto Arias, gerente de produto sênior, Microsoft Digital

    Impacto transformador na produtividade

    O impacto do Frontier Forge na produtividade é mensurável. Tarefas que antes levavam semanas agora são concluídas em horas ou minutos. Laura Oxford, gerente de programa de conteúdo sênior, utilizou a plataforma para analisar quatro anos de dados de Excel e relatórios de métricas de comunicação. Em poucas horas, um agente criado por ela analisou padrões, gerou projeções e produziu visualizações, permitindo a previsão do desempenho de campanhas futuras.

    “A chave para criar o agente foi aprofundar o contexto. Foi uma conversa iterativa, indo e voltando para ajustar o agente até que eu estivesse consistentemente obtendo o resultado desejado. Mas foi realmente apenas uma conversa – nenhuma habilidade técnica necessária.” – Laura Oxford, gerente de programa de conteúdo sênior, Microsoft Digital

    Mark Stratford, gerente de produto sênior, enfrentava desafios semelhantes ao comunicar atualizações de status para a liderança. Antes do Forge, a síntese manual de dados, acompanhamento de aprovações e iteração em visualizações consumiam dias. Com a plataforma, ele criou painéis interativos, visualizações de matrizes de aprovação e pipelines de análise de dados, transformando tempo de dias em minutos.

    “Eu não precisei lutar contra a ambiguidade ou guiar o modelo. A arquitetura deu ao agente uma base estável e orientada por habilidades desde o início, o que acelerou drasticamente o tempo de desenvolvimento e melhorou a clareza.” – Mark Stratford, gerente de produto sênior, Microsoft Digital

    Construindo comunidade e compartilhando conhecimento

    O Frontier Forge transcendeu seu propósito inicial de ferramenta, tornando-se uma comunidade próspera. O repositório no GitHub funciona como um espaço colaborativo onde os funcionários compartilham agentes, templates e recursos de aprendizado. Essa cultura de compartilhamento cria um ciclo virtuoso, onde o sucesso de um se torna o ponto de partida para muitos.

    “Em sua essência, o Frontier Forge é uma experiência open-source, impulsionada pela comunidade. É um ambiente mais seguro que ajudará as pessoas a aprender e aplicar a IA da Microsoft no trabalho.” – Brett Reifers, gerente de produto sênior, Microsoft Digital

    Um caminho seguro para a inovação com IA

    Para líderes de TI que buscam replicar o sucesso do Frontier Forge, Sean MacDonald sugere um foco em identificar e capacitar colaboradores curiosos e proativos. “Encontre as pessoas que são super curiosas e que querem aprender. Elas serão as que impulsionarão a inovação com agentes de IA e outras ferramentas recém-desenvolvidas”, aconselha.

    A Microsoft demonstra que a chave para a adoção de IA por não engenheiros não reside apenas no acesso às ferramentas, mas na confiança e no ambiente seguro para experimentação e aprendizado. Líderes que criam esses espaços tendem a colher vantagens significativas à medida que o futuro impulsionado pela IA se consolida.

    Insights para líderes de TI:

    • Comece com voluntários: A adoção orgânica impulsionada pela curiosidade é sustentável.
    • Destaque vitórias rápidas: Demonstrações de sucesso atraem novos usuários.
    • Abaixe barreiras, não padrões: Acessibilidade deve coexistir com governança e segurança.
    • Priorize o compartilhamento de conhecimento: A colaboração acelera a inovação.
    • Envie rápido, melhore depois: Adote a mentalidade de MVP (Mínimo Produto Viável) e itere com base no uso real.
    • Foco em resultados: Mudar a percepção de “ferramenta do desenvolvedor” para “espaço de trabalho do Copilot” aumenta a inclusão.

    Os colaboradores não técnicos da Microsoft não precisam mais esperar por ajuda; eles agora podem forjar seus próprios caminhos com as ferramentas de IA que criam.