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  • Qual o impacto da inteligência artificial na oncologia moderna?

    Qual o impacto da inteligência artificial na oncologia moderna?

    Qual o impacto da inteligência artificial na oncologia moderna?

    A inteligência artificial (IA) está redefinindo a oncologia moderna, oferecendo avanços significativos desde o diagnóstico precoce até o desenvolvimento de terapias personalizadas. Abordagens como machine learning, deep learning e processamento de linguagem natural estão sendo cada vez mais integradas à prática clínica e à pesquisa, impulsionadas pela necessidade de lidar com a complexidade e a heterogeneidade do câncer.

    Diante do impacto global do câncer e dos desafios diagnósticos e terapêuticos que ele impõe, a IA surge como uma ferramenta poderosa. Ela permite analisar grandes volumes de dados complexos, unindo informações clínicas, radiológicas, patológicas e genômicas para embasar decisões mais precisas e individualizadas, auxiliando médicos e pesquisadores em sua jornada contra a doença.

    IA no diagnóstico e detecção precoce

    Um dos campos mais impactados pela IA na oncologia é o diagnóstico e a detecção precoce, com especial destaque para a radiologia e a patologia. Em radiologia, algoritmos baseados em redes neurais convolucionais têm demonstrado alta performance na identificação, segmentação e caracterização de tumores em exames como mamografias e tomografias. Estudos indicam que esses sistemas podem igualar ou até superar especialistas humanos em tarefas específicas, auxiliando na redução de erros e na detecção de padrões sutis.

    O deep learning também tem aprimorado a reconstrução de imagens médicas, permitindo a redução da dose de radiação sem comprometer a qualidade diagnóstica. Isso é crucial em programas de rastreamento e acompanhamento de pacientes, onde a exposição cumulativa à radiação é uma preocupação constante.

    Avanços na patologia digital

    Na patologia, considerada padrão-ouro no diagnóstico oncológico, a IA aborda limitações como a variabilidade entre observadores e a subjetividade. Modelos de deep learning aplicados a lâminas digitalizadas mostram alta acurácia na identificação de tumores, graduação histológica e detecção de metástases, incluindo micrometástases. Isso pode otimizar o uso de recursos e o tempo dedicado ao diagnóstico.

    Estratégias de aprendizado auto-supervisionado são particularmente valiosas, pois permitem o treinamento de modelos robustos mesmo com dados limitados, um cenário comum na patologia digital. Essa abordagem expande o potencial de aplicação dos modelos em diferentes instituições.

    IA e genômica para oncologia de precisão

    A integração entre IA e genômica é fundamental para o avanço da oncologia de precisão. Algoritmos de machine learning e deep learning analisam dados de sequenciamento genético para identificar variantes com relevância clínica. Uma inovação promissora é a capacidade de predizer mutações genéticas a partir de imagens histopatológicas ou radiológicas, o que pode reduzir custos e a necessidade de amostras de tecido adicional.

    A IA também se mostra essencial na descoberta e validação de biomarcadores, auxiliando na estratificação prognóstica, na previsão de resposta terapêutica e na personalização do tratamento. Integrar múltiplas camadas de informação biológica representa um salto em relação às abordagens tradicionais, especialmente diante da heterogeneidade tumoral.

    Desenvolvimento de fármacos e ensaios clínicos

    No desenvolvimento de fármacos, a IA acelera a identificação de alvos terapêuticos, a triagem de compostos e a previsão de interações droga-alvo. Modelos generativos e transformadores aplicados à transcriptômica de célula única auxiliam na compreensão das interações entre tumor e microambiente, na previsão de resistência e na orientação de estratégias terapêuticas mais eficazes.

    Adicionalmente, a IA tem o potencial de otimizar o desenho e a condução de ensaios clínicos, melhorando o recrutamento de pacientes, a previsão de eventos adversos e a análise de resultados.

    Desafios e limitações da IA na oncologia

    Apesar do potencial, a implementação da IA na oncologia enfrenta desafios significativos. A falta de validação externa robusta, o risco de vieses algorítmicos e preocupações com privacidade e segurança de dados sensíveis são obstáculos importantes. A incerteza regulatória também demanda atenção.

    Muitos modelos ainda são validados em bases de dados limitadas, o que restringe sua generalização. A adoção segura e eficaz da IA requer colaboração interdisciplinar entre clínicos, cientistas de dados, instituições de saúde e órgãos regulatórios. A construção de bases de dados de alta qualidade e validação multicêntrica são passos essenciais para a plena integração da IA na prática clínica oncológica, conforme aponta uma revisão publicada em 2026.

    O futuro da IA na oncologia

    A inteligência artificial já demonstra um impacto considerável em diversas frentes do cuidado oncológico. Contudo, desafios substanciais persistem para sua completa integração à rotina clínica. O equilíbrio entre inovação tecnológica, rigor científico e responsabilidade ética será crucial para que o potencial da IA se traduza em benefícios reais e sustentáveis para os pacientes com câncer.

  • Segurança pública do DF testa projetos de inteligência artificial para ampliar resposta operacional

    Segurança pública do DF testa projetos de inteligência artificial para ampliar resposta operacional

    A segurança pública no Distrito Federal está passando por uma transformação digital significativa com a implementação de projetos inovadores que utilizam inteligência artificial (IA). Dois projetos estratégicos, já em fase de testes e finalização, prometem ampliar a capacidade de resposta operacional das forças de segurança e a proteção dos cidadãos.

    Essas iniciativas fazem parte do Centro Integrado de Inteligência Artificial (CIIA), lançado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 2024, e coordenado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). A missão do CIIA é fomentar a pesquisa e o desenvolvimento em IA, apoiar startups e promover o uso ético e estratégico da tecnologia em áreas cruciais como segurança pública, saúde e educação.

    Dois projetos-piloto em teste no DF

    Os projetos-piloto foram desenvolvidos a partir de demandas reais apresentadas pelas forças de segurança do DF e apresentados recentemente no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob). Gestores e especialistas das áreas de tecnologia, inteligência e operações acompanharam as demonstrações, marcando mais uma etapa para a implementação definitiva dessas soluções.

    O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, destacou a importância da IA como uma aliada fundamental. Ele ressaltou que o DF está estruturando um modelo moderno que integra tecnologia, inovação e gestão orientada por evidências. “Esses projetos já estão sendo testados, ajustados e preparados para serem incorporados à rotina operacional, ampliando nossa capacidade de antecipar cenários, responder com mais rapidez e proteger melhor a população”, afirmou Avelar.

    Transcrição automática de chamadas de emergência

    O primeiro piloto em teste consiste na transcrição automática de chamadas dos canais de emergência. Utilizando inteligência artificial, a ferramenta converte áudio em texto estruturado. Essa solução, já treinada com bases reais e operando em ambiente de simulação, tem o potencial de reduzir o tempo de registro de ocorrências, padronizar informações e qualificar a análise dos atendimentos prestados à população.

    Análise de padrões de comportamento veicular

    A segunda solução em desenvolvimento é uma ferramenta sofisticada para a análise de padrões de comportamento veicular. Baseada no fluxo e trajetória de veículos captados por câmeras inteligentes, essa tecnologia vai além da simples leitura de placas. Ela permite identificar vínculos e padrões de deslocamento, como atuação em comboios ou rotas suspeitas, ampliando significativamente a capacidade investigativa e de inteligência das forças de segurança.

    Essa ferramenta pode identificar relações entre veículos envolvidos em práticas criminosas ou mapear trajetórias associadas a crimes como furtos, roubos e tráfico interestadual, analisando o comportamento dos veículos no sistema viário. Segundo o secretário-executivo de Gestão Integrada da SSP-DF, Thiago Costa, “o que estamos construindo aqui é uma nova lógica de atuação na segurança pública, baseada em dados, integração e inteligência”. Ele complementou que “Esses pilotos demonstram que é possível transformar demandas operacionais em soluções tecnológicas concretas, com impacto direto na eficiência do atendimento, na investigação e na prevenção ao crime”.

    Costa ainda ressaltou que o avanço ocorre com responsabilidade, validando cada etapa para garantir segurança jurídica, efetividade e aderência às necessidades reais das forças de segurança.

    Integração e expansão das soluções de IA

    Os projetos-piloto estão alinhados à estratégia da DF 360, uma plataforma que visa ampliar a capacidade de monitoramento, integração de dados e análise em tempo real no Distrito Federal, fortalecendo a atuação orientada por evidências.

    Com os pilotos em estágio avançado, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) trabalha na consolidação dos testes, no aprimoramento das ferramentas e na avaliação da viabilidade operacional e jurídica para a incorporação definitiva dessas soluções à rotina das forças de segurança. A expectativa é que, após a validação, os sistemas sejam integrados progressivamente às operações, elevando a eficiência, a capacidade analítica e a tomada de decisão baseada em dados.

    O CIIA está localizado no Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), contando com uma infraestrutura avançada, incluindo um supercomputador de alto desempenho dedicado à pesquisa, desenvolvimento e inovação em IA. O centro opera sob o modelo de tríplice hélice, articulando governo, academia e setor produtivo para resolver desafios concretos da gestão pública em eixos como pesquisa, capacitação e inovação.

  • UE registra aumento acentuado em interferência estrangeira impulsionada por IA

    UE registra aumento acentuado em interferência estrangeira impulsionada por IA

    UE registra aumento acentuado em interferência estrangeira impulsionada por IA

    A União Europeia observou um crescimento alarmante em incidentes de interferência estrangeira impulsionados por inteligência artificial (IA) em 2025. Um relatório do Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE), braço diplomático do bloco, apontou que atores mal-intencionados incorporaram totalmente a nova tecnologia em suas operações, levando a uma quase triplicação desses casos.

    O documento identificou 540 episódios de manipulação e interferência informacional (FIMI) no último ano. Desses, 147 envolviam o uso de IA, representando pouco mais de um quarto do total. Este número representa um aumento expressivo de 259% em relação a 2024, quando foram registrados apenas 41 casos semelhantes, demonstrando a rápida adaptação e expansão dessas táticas.

    Quem está por trás das operações?

    A Ucrânia foi o país mais visado, com 112 incidentes. Em seguida, aparecem a França (107), Moldávia (94), Alemanha (71) e os Estados Unidos (51). A Polônia, um membro importante da UE, registrou 17 incidentes, posicionando-se em oitavo lugar.

    Segundo o relatório, 29% dos incidentes documentados foram atribuídos à Rússia, enquanto 6% foram ligados à China. Os restantes 65% permaneceram sem atribuição direta, embora o documento sugira que muitos possam ter utilizado infraestruturas russas ou chinesas.

    A dificuldade na atribuição se deve à natureza enganosa das operações, que frequentemente ocultam seus operadores e financiamento. O relatório enfatiza que a maior parte das infraestruturas de FIMI é oculta ou inautêntica, tornando a exposição das conexões por trás de fontes secretas crucial para mitigar seu impacto.

    O que está sendo disseminado?

    Os temas explorados pelos atores maliciosos variaram desde o apoio à Ucrânia até as relações transatlânticas. Com a aproximação de eleições, o aparato russo de FIMI explorou questões domésticas para aprofundar divisões e polarização existentes.

    Na Alemanha, o foco foi a imigração; na Polônia, o sentimento anti-refugiados. Narrativas que retratavam a Ucrânia como instigadora de ataques na Europa foram amplamente utilizadas durante eventos de notícias de última hora, como a incursão de drones russos e o sabotagem ferroviária na Polônia.

    Tendências futuras e plataformas utilizadas

    As redes sociais e plataformas de mensagens continuam sendo os meios mais eficazes e de menor custo para alcançar grandes audiências globais. Notavelmente, 88% dos incidentes foram concentrados na plataforma X, propriedade do empresário Elon Musk.

    O relatório conclui que as atividades de FIMI russas provavelmente intensificar-se-ão ainda mais em 2026. Regiões de importância estratégica, como o Mar Báltico e o Ártico, devem se tornar alvos crescentes de operações de influência.

  • LG usa Inteligência Artificial para criar uma casa personalizada e eficiente que conhece o usuário

    LG usa Inteligência Artificial para criar uma casa personalizada e eficiente que conhece o usuário

    LG revoluciona o lar com inteligência artificial intuitiva

    A LG Electronics apresentou sua visão para o futuro do lar durante o InnoFest 2026 LATAM, revelando uma casa que aprende e se adapta aos seus moradores através da Inteligência Artificial (IA). A plataforma LG ThinQ eleva a automação a um novo nível, transformando eletrodomésticos em assistentes proativos que simplificam a rotina diária.

    “Estamos entrando na era da casa intuitiva, um lar que aprende com você, que entende suas preferências e trabalha para tornar sua vida mais simples. A tecnologia deve se adaptar ao morador, e não o contrário”, afirma Edianne Menezes, Gerente de Home Solutions da LG Brasil. A proposta foca em remover atritos da vida cotidiana, devolvendo tempo valioso para os usuários se dedicarem ao que realmente importa.

    Como a LG ThinQ personaliza sua experiência

    A IA da LG ThinQ é aplicada em toda a linha Home Solutions para oferecer personalização. Na lavanderia, por exemplo, a tecnologia AI DD(TM) em suas lavadoras vai além de pesar as roupas. Ela detecta a maciez dos tecidos e aplica o ciclo de lavagem ideal, preservando as peças. Além disso, a plataforma memoriza os ciclos preferidos do usuário para agilizar futuras lavagens.

    Todo esse ecossistema é gerenciado pelo aplicativo LG ThinQ, que funciona como um centro de comando para o lar. Ele permite não apenas o controle remoto de aparelhos, mas também a criação de rotinas personalizadas. Um exemplo prático é programar o ar-condicionado para ligar minutos antes da sua chegada em casa, garantindo conforto imediato.

    Otimização e eficiência energética com IA

    Além da conveniência, a LG ThinQ prioriza a eficiência. O aplicativo envia relatórios de uso e diagnósticos proativos por meio do serviço ThinQ Care. Isso assegura que os produtos operem sempre em sua máxima performance e ajuda a identificar possíveis necessidades de manutenção antes que se tornem problemas, otimizando o consumo de energia.

    “Cada uma dessas personalizações representa um pequeno momento de atrito removido da rotina diária. Somados, eles transformam a maneira como interagimos com nossa casa”, explica Menezes. O objetivo final é uma tecnologia tão integrada e fluida que se torne invisível, melhorando a vida e devolvendo tempo para o que realmente importa.

    Algumas funcionalidades mencionadas podem variar de acordo com o modelo e a região. É recomendado verificar as especificações de cada produto para confirmar a disponibilidade dos recursos.

    LG Electronics: Inovação e compromisso global

    A LG Electronics é uma líder global em tecnologia, presente em quase todos os países com mais de 75 mil colaboradores. A empresa reorganizou suas operações em quatro divisões de negócios – Home Appliance Solution (HS), Media Entertainment Solution (MS), Vehicle Solution (VS) e Eco Solution (ES) – com o objetivo de acelerar sua visão de futuro até 2030. Em 2024, as divisões combinadas geraram uma receita global de mais de 87,74 trilhões de KRW (US$ 64,32 bilhões).

    No Brasil, a LG atua desde 1996, oferecendo um portfólio com mais de 350 produtos. A fábrica em Manaus produz a maioria dos itens comercializados no país, consolidando a subsidiária brasileira como uma das cinco maiores operações globais da LG. A marca premium LG SIGNATURE e a plataforma inteligente LG ThinQ reforçam o compromisso da empresa com inovação e qualidade, alinhados ao propósito de tornar a vida mais fácil e melhor, encapsulado no slogan “Life’s Good”.

  • A inteligência artificial não vai substituir o ser humano, mas pode substituir quem não aprende a usá-la

    A inteligência artificial não vai substituir o ser humano, mas pode substituir quem não aprende a usá-la

    A inteligência artificial não vai substituir o ser humano, mas pode substituir quem não aprende a usá-la

    Em 2026, a inteligência artificial (IA) deixou de ser uma promessa futurista para se tornar uma ferramenta presente na rotina de milhões de pessoas. Textos, imagens, diagnósticos e análises complexas são gerados em segundos por essas tecnologias. A pergunta que paira no ar não é mais “se” a IA se consolidará no mercado, mas sim “como” cada indivíduo se adaptará a essa nova realidade. A verdade é que a IA não eliminará empregos em massa, mas pode, sim, tornar obsoletos aqueles profissionais que se recusarem a aprender e a integrar essas ferramentas em seu trabalho.

    A sofisticação e o acesso em massa às ferramentas de IA são relativamente recentes, mas sua utilização por grandes empresas em áreas como logística, finanças e análise de dados já ocorria há anos. O que mudou drasticamente é a capacidade de produção em escala e a aparência convincente dos conteúdos gerados. Essa democratização da criação, contudo, abre portas para a proliferação de informações imprecisas e falsas, um desafio ainda maior em anos de debates políticos.

    Desinformação e a responsabilidade humana

    O avanço da inteligência artificial, em especial quando combinada com o alcance das redes sociais, intensifica a disseminação de notícias falsas e narrativas distorcidas. Embora a tecnologia não crie a desinformação, ela amplifica sua capacidade de alcance e sofisticação. Um estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT), divulgado pela revista Science, já indicava que informações falsas se espalham mais rapidamente do que as verdadeiras. Com ferramentas de IA cada vez mais capazes de gerar conteúdos indistinguíveis da realidade, o cenário se torna mais complexo.

    O uso da IA não elimina a responsabilidade humana sobre o que se produz, compartilha ou amplifica. Quanto maior for a liberdade de criar e distribuir informação, maior também a responsabilidade individual pelas consequências desse uso.

    Nesse contexto, a responsabilização pela circulação de conteúdos falsos se torna um ponto crucial. À medida que as ferramentas de IA se tornam mais acessíveis, a distinção entre erro, descuido e má-fé pode se tornar tênue. Contudo, o uso da IA não isenta o indivíduo de sua responsabilidade.

    O mercado de trabalho em reconfiguração

    Paralelamente, a IA está redefinindo o mercado de trabalho. Tarefas operacionais e repetitivas tendem a ser executadas com maior rapidez por sistemas automatizados. A substituição de profissões inteiras de um dia para o outro é improvável, mas uma reconfiguração é inevitável. O valor profissional se desloca da mera execução para a interpretação, o julgamento, a criatividade e a capacidade de tomar decisões contextualizadas.

    O Future of Jobs Report, do World Economic Forum, corrobora essa tendência, apontando que a IA e a automação transformarão milhões de postos de trabalho, exigindo novas competências. A ênfase recai na substituição de tarefas, impulsionando a necessidade de adaptação profissional.

    Adaptação profissional: a chave para o futuro

    O verdadeiro impacto da IA não reside na substituição direta de pessoas por máquinas, mas na substituição de profissionais que não se adaptam por aqueles que dominam o uso estratégico dessas ferramentas. A distinção fundamental passa a ser entre humanos que incorporam a tecnologia e aqueles que a ignoram.

    Isso exige uma atualização contínua e, mais importante, o desenvolvimento do senso crítico. Saber usar a inteligência artificial não significa transferir o raciocínio para a máquina. Significa compreender suas limitações, verificar rigorosamente as informações geradas, assumir a responsabilidade pelo conteúdo produzido e manter o discernimento humano em decisões que envolvem ética, contexto e consequências.

    A inteligência artificial expande nossa capacidade de produção, mas não substitui a essência humana de sentir, interpretar nuances, mediar conflitos e tomar decisões baseadas em valores. Essas dimensões permanecem intrinsecamente humanas. Portanto, o debate se resume à disposição de profissionais e cidadãos em aprender, adaptar-se e assumir a responsabilidade pelo uso das ferramentas tecnológicas que já moldam nossa realidade.

  • TJAC implementa inteligência artificial própria para aprimorar Juizados Especiais

    TJAC implementa inteligência artificial própria para aprimorar Juizados Especiais

    Tj-ac usa inteligência artificial para agilizar juizados especiais

    O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) deu um passo significativo na modernização de seus serviços ao promover um treinamento focado na utilização da Assistente Digital Ampliada (ADA). A iniciativa, que ocorreu nesta terça-feira, 17, visa aprimorar a atuação da equipe de atermação e reforçar o papel do Acre no cenário dos Juizados Especiais.

    A Assistente Digital Ampliada (ADA) representa um marco na inovação tecnológica aplicada ao Judiciário acreano. Desenvolvida internamente pela própria equipe do TJAC, a ferramenta utiliza inteligência artificial para otimizar processos, com o objetivo de melhorar a qualidade do atendimento ao jurisdicionado, reduzir o tempo de espera e padronizar a elaboração de petições iniciais nos Juizados Especiais Cíveis.

    Ferramenta própria inova e automatiza processos

    A ADA não se trata apenas de um suporte, mas de uma solução pioneira no sistema de Justiça estadual. Sua capacidade de automatizar etapas operacionais e conferir maior uniformidade às peças processuais permite que os servidores concentrem esforços em atividades mais estratégicas. Isso resulta em maior precisão, agilidade e eleva o nível da prestação jurisdicional.

    O desenvolvimento integral pela equipe do TJAC posiciona o tribunal em destaque nacional. Essa conquista ganha ainda mais relevância com a preparação do Acre para sediar o Fórum Nacional de Juizados Especiais (Fonaje), um espaço crucial para debates e aprimoramento da área.

    Benefícios para o cidadão e o Judiciário

    A adoção da ADA reforça o compromisso do TJAC com a modernização e a capacidade do estado em liderar discussões sobre tecnologia e acesso à Justiça. A ferramenta otimiza fluxos internos e, consequentemente, melhora a experiência do cidadão ao buscar serviços judiciais, oferecendo mais celeridade, clareza e segurança jurídica.

    A expectativa é que o uso contínuo e o aperfeiçoamento da ADA resultem em maior produtividade e satisfação dos usuários. A Assessoria de Apoio à Jurisdição (Assaj) desempenha um papel estratégico na implementação dessas soluções, consolidando a tecnologia como aliada na transformação dos serviços judiciários.

    Ao final da capacitação, os participantes puderam apresentar sugestões para o aprimoramento da ferramenta. O servidor Guilherme Menegazzo destacou a positividade da experiência: “A ADA, com certeza, vai agilizar, e muito, o nosso atendimento. A equipe saiu empolgada com a ferramenta e, sem dúvida, vamos contribuir para o seu aperfeiçoamento”.

  • Conexão IA: evento reúne comunicadores do Ministério Público para compartilhar boas práticas no uso de inteligência artificial

    Conexão IA: evento reúne comunicadores do Ministério Público para compartilhar boas práticas no uso de inteligência artificial

    Conexão IA: evento reúne comunicadores do Ministério Público para compartilhar boas práticas no uso de inteligência artificial

    O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) promoverá, em 7 de abril, o evento on-line “Conexão IA – Boas Práticas de Comunicação do Ministério Público”. A iniciativa tem como objetivo principal a troca de experiências e o estímulo ao uso estratégico de ferramentas de inteligência artificial (IA) por profissionais da área de comunicação de todo o país. O encontro busca integrar as equipes e disseminar soluções que já foram adotadas com sucesso.

    A inteligência artificial já se consolidou como uma força transformadora na rotina das áreas de comunicação do Ministério Público. Ferramentas de IA estão cada vez mais presentes no apoio à produção de conteúdo, análise de dados, criação de campanhas e otimização de fluxos de trabalho. O “Conexão IA” surge como um espaço fundamental para conectar essas diversas experiências, valorizar as iniciativas que já demonstram resultados e guiar o Ministério Público em um avanço responsável e alinhado às novas possibilidades tecnológicas.

    Diagnóstico nacional sobre o uso de IA na comunicação do MP

    Um dos pontos centrais do evento será a apresentação de um diagnóstico detalhado sobre a aplicação prática da inteligência artificial nas atividades de comunicação do Ministério Público. Esse levantamento foi conduzido pelo CNMP por meio de um questionário enviado às unidades, permitindo traçar um panorama nacional abrangente. O objetivo é entender como as ferramentas de IA estão sendo empregadas para fortalecer e aprimorar a comunicação institucional em todo o país.

    Compartilhamento de cases e experiências práticas

    A programação do “Conexão IA” incluirá a apresentação de cases de sucesso e experiências práticas de uso de inteligência artificial. Comunicadores compartilharão como aplicaram essas tecnologias em projetos, produtos, campanhas e rotinas de trabalho. Essa troca visa inspirar novas iniciativas e enriquecer o repertório de soluções disponíveis para as equipes de comunicação do MP.

    “A inteligência artificial já impacta profundamente a forma como produzimos, organizamos e entregamos informação. O evento surge como um espaço para conectar experiências, valorizar iniciativas que já estão dando resultado e ajudar o Ministério Público a avançar de forma responsável, colaborativa e alinhada às novas possibilidades tecnológicas”, afirmou o secretário-geral do CNMP, Carlos Vinícius Ribeiro.

    Inovação e aplicação prática em foco

    A secretária de Comunicação Social do CNMP, Natália Senna, destacou que o encontro busca aproximar a inovação da aplicação prática no contexto da comunicação pública. Segundo ela, a inteligência artificial pode ser uma aliada poderosa para qualificar o trabalho das equipes, e o evento estimula um ambiente de aprendizado coletivo, ampliando a eficiência e a qualidade da comunicação institucional.

    O evento é uma realização da Presidência do CNMP, com apoio do Comitê de Políticas de Comunicação (CPCOM) do Fórum Nacional de Gestão (FNG), vinculado à Comissão de Planejamento Estratégico (CPE). A iniciativa é aberta a todos os profissionais que atuam na comunicação social do MP e as inscrições estão abertas até o dia 6 de abril pelo site eventos.cnmp.mp.br. Os participantes receberão certificado.

  • 18/03/26 – Câmara abre inscrições para seminário sobre inteligência artificial, ciência de dados e ciência da informação

    18/03/26 – Câmara abre inscrições para seminário sobre inteligência artificial, ciência de dados e ciência da informação

    Câmara dos Deputados abre inscrições para seminário sobre inteligência artificial e ciência da informação

    A Câmara dos Deputados abriu as inscrições para o seminário “Inteligência artificial, ciência de dados e ciência da informação: reflexões sobre o futuro”. O evento, que integra a sexta edição do Biblioteca Convida, acontecerá na próxima terça-feira, 24 de março, às 14h, no Salão de Leitura da Biblioteca da Câmara.

    O objetivo principal é avaliar o impacto dos novos conhecimentos e tecnologias no universo das bibliotecas, analisando tanto os benefícios quanto os riscos associados a essas áreas emergentes. A participação é aberta a interessados que preencherem o formulário de inscrição.

    Parceria e Objetivos do Evento

    Esta iniciativa é uma parceria entre a Biblioteca da Câmara dos Deputados e a Biblioteca do Senado, com o apoio do Conselho Regional de Biblioteconomia (CBR1). O seminário faz parte das comemorações do Mês do Bibliotecário e busca promover um debate plural sobre temas como novas práticas inovadoras na profissão e políticas públicas para democratizar o acesso ao livro, à leitura e às bibliotecas.

    Palestrantes e Suas Experiências

    Ana Carolina Simionato Arakaki

    A professora associada e pesquisadora da Faculdade de Ciência da Informação da Universidade de Brasília (UnB), Ana Carolina Simionato Arakaki, é uma das palestrantes confirmadas. Sua atuação foca na organização e representação da informação e do conhecimento. Arakaki é docente permanente em programas de pós-graduação na UFSCar e na UnB, dedicando-se a integrar ensino, pesquisa e extensão para qualificar a organização da informação em ambientes digitais.

    Washington Segundo

    Washington Segundo, coordenador-geral de Informação Científica e Tecnológica no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Técnica (Ibict), também participará do seminário. Ele é docente permanente no programa de pós-graduação em Ciência da Informação do Ibict e lidera projetos sobre ciência aberta, repositórios digitais, interoperabilidade de sistemas e gestão de dados científicos. Segundo coordenou iniciativas importantes como o Oasisbr, portal de disseminação de conteúdos científicos brasileiros de acesso aberto, e a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD).

    Mediação e Formato

    A mediação do debate será realizada por Ernesto Carlos Bodê, servidor da Câmara dos Deputados. Bodê possui mestrado e doutorado em Ciência da Informação pela UnB e concluiu recentemente especialização e pós-doutorado em Deep Learning pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

    Serviço

    • Evento: Biblioteca Convida – Seminário “Inteligência artificial, ciência de dados e ciência da informação: reflexões sobre o futuro”
    • Data: 24 de março (terça-feira)
    • Horário: 14h às 17h
    • Local: Salão de Leitura da Biblioteca da Câmara dos Deputados – Anexo 2
    • Inscrições: Pelo formulário específico (link não fornecido no material original)
  • Inteligência artificial avança no e-commerce e cria nova vantagem competitiva para empresas

    Inteligência artificial avança no e-commerce e cria nova vantagem competitiva para empresas

    Inteligência artificial avança no e-commerce e cria nova vantagem competitiva para empresas

    A inteligência artificial (IA) está acelerando sua integração no cotidiano e, especialmente, no setor de e-commerce, prometendo transformar o mercado em um ritmo surpreendentemente rápido. Essa evolução tecnológica já demonstra capacidade de executar uma vasta gama de tarefas digitais, desde programação e análise de dados até o atendimento ao cliente, redefinindo a forma como as empresas operam e se relacionam com seus consumidores online.

    Para as empresas, a vantagem competitiva reside na adoção estratégica dessas ferramentas. A IA não é mais uma promessa futura, mas uma realidade presente capaz de otimizar processos, aprimorar a experiência do cliente e agilizar a tomada de decisões, elementos cruciais para prosperar no cenário digital atual.

    O impacto da IA na automação e eficiência

    O potencial da inteligência artificial no e-commerce é vasto. Segundo Marcelo Baratela, mentor de negócios, a tecnologia pode cobrir até 94% das tarefas em algumas áreas. No entanto, a taxa de adoção atual ainda se encontra em torno de 33%, indicando um cenário de oportunidades significativas para as organizações que souberem explorar esse avanço.

    A automação de tarefas digitais, viabilizada pela IA, libera equipes para focarem em atividades mais estratégicas e de maior valor agregado. Isso se traduz em operações mais enxutas, maior eficiência e uma capacidade aprimorada de responder às demandas do mercado com agilidade.

    Melhoria no atendimento e tomada de decisões

    No e-commerce, a experiência do cliente é um diferencial. A inteligência artificial permite personalizar interações, oferecer suporte mais rápido e eficiente, e antecipar necessidades, elevando a satisfação e fidelidade do consumidor. Sistemas de IA podem analisar grandes volumes de dados de comportamento do cliente para oferecer recomendações precisas e personalizadas, tornando a jornada de compra mais fluida e atrativa.

    Além disso, a capacidade da IA em processar e interpretar dados em tempo real acelera drasticamente a tomada de decisões. Empresas podem identificar tendências de mercado, prever demandas e ajustar estratégias de precificação e estoque com base em informações concretas, minimizando riscos e maximizando retornos.

    O futuro do trabalho e a valorização de novas competências

    O avanço da inteligência artificial no e-commerce também reconfigura o mercado de trabalho. Funções operacionais que podem ser facilmente automatizadas tendem a sofrer redução na demanda por contratações. Em contrapartida, há uma crescente valorização de profissionais que possuem habilidades para dominar e gerenciar o uso da tecnologia.

    A recomendação para profissionais e empresas é clara: começar a aplicar a IA no dia a dia e investir continuamente na capacitação das equipes. O domínio dessas ferramentas não é apenas um diferencial, mas um fator determinante para quem busca se destacar e prosperar no mercado em constante evolução.

    A inteligência artificial deve transformar o mercado em cerca de sete anos, em um ritmo muito mais acelerado que o do comércio eletrônico.

  • Secretaria da Fazenda compartilha experiências no uso de Inteligência Artificial

    Secretaria da Fazenda compartilha experiências no uso de Inteligência Artificial

    Secretaria da Fazenda compartilha experiências no uso de Inteligência Artificial

    A Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo recebeu, em 18 de março de 2026, uma delegação da Prefeitura de Jundiaí. O objetivo da visita técnica foi conhecer os sistemas de Inteligência Artificial (IA) desenvolvidos e implementados pelo Fisco Paulistano. Este encontro representa mais um avanço no fortalecimento da cooperação entre municípios na modernização da gestão tributária por meio da tecnologia.

    O interesse de Jundiaí surgiu após uma palestra sobre a aplicação de IA na administração tributária paulistana. A delegação, composta por membros do Departamento de Eficiência e Modernização Fiscal do município do interior, buscou compreender de perto as soluções adotadas pela Fazenda de São Paulo, seu funcionamento no dia a dia e a viabilidade de futuras parcerias, como convênios ou acordos de cooperação técnica.

    Fortalecendo a cooperação intermunicipal

    A iniciativa visa identificar oportunidades para a modernização da área fiscal de Jundiaí. Os representantes do município conheceram as soluções implementadas pela Secretaria da Fazenda de São Paulo, buscando replicar ou adaptar essas inovações em sua própria gestão.

    Rodrigo Kreis de Paula, do Gabinete da Subsecretaria da Receita Municipal, destacou a importância dessas trocas. “Iniciativas como essa refletem o compromisso da Fazenda paulistana não apenas com a inovação interna, mas também com a construção de uma rede de conhecimento entre municípios e órgãos públicos”, afirmou.

    Compartilhar nossas experiências com outras prefeituras é uma forma de multiplicar o impacto das soluções que desenvolvemos, contribuindo para uma gestão pública mais eficiente em todo o Estado.

    A troca de conhecimentos entre a Secretaria da Fazenda de São Paulo e a Prefeitura de Jundiaí demonstra um movimento crescente em direção à adoção de tecnologias avançadas para otimizar os serviços públicos e a eficiência na administração tributária.