Categoria: Notícias

  • Campinas participa de workshop de Inteligência Artificial e acompanha avanços tecnológicos

    Campinas participa de workshop de Inteligência Artificial e acompanha avanços tecnológicos

    Campinas se aprofunda em inteligência artificial e tecnologia

    Campinas demonstrou seu compromisso com a inovação ao participar ativamente de um importante workshop focado em Inteligência Artificial (IA) e os mais recentes avanços tecnológicos. O evento proporcionou um panorama das tendências e aplicações práticas da IA, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento do município.

    A participação da cidade neste workshop sublinha a importância crescente da IA na gestão pública e na melhoria dos serviços oferecidos à população. A exploração de novas ferramentas e conhecimentos busca preparar Campinas para os desafios e oportunidades do futuro digital.

    Novas fronteiras da IA em debate

    O workshop abordou diversas facetas da Inteligência Artificial, desde seus fundamentos teóricos até suas aplicações concretas em diferentes setores. O objetivo foi capacitar os participantes sobre o potencial transformador da IA e como ela pode ser integrada para otimizar processos e gerar valor.

    O evento serviu como um ponto de encontro para troca de experiências e discussões sobre o futuro da tecnologia. A prefeitura de Campinas busca, com essa iniciativa, estar na vanguarda da adoção de soluções inovadoras.

    Otimizando serviços com tecnologia

    A aplicação da Inteligência Artificial no ambiente público abre um leque de possibilidades para aprimorar a eficiência e a qualidade dos serviços municipais. Desde a análise de dados para tomada de decisão até a automação de tarefas rotineiras, a IA pode trazer benefícios significativos.

    O acompanhamento dos avanços tecnológicos e a participação em fóruns como este workshop são passos cruciais para que Campinas continue a evoluir e a oferecer um serviço público cada vez mais moderno e eficaz para seus cidadãos.

  • Conselho Europeu de Pesquisa esclarece limites de uso de IA na avaliação de propostas

    Conselho Europeu de Pesquisa esclarece limites de uso de IA na avaliação de propostas

    O Conselho Científico do Conselho Europeu de Pesquisa (ERC) estabeleceu novas diretrizes para o uso de inteligência artificial (IA) no processo de avaliação de propostas de financiamento. A medida visa garantir a integridade da revisão por pares, permitindo o uso limitado de ferramentas de IA apenas quando não comprometam a responsabilidade ou a confiança no processo.

    As novas orientações baseiam-se em dois princípios fundamentais: a não delegação da tarefa de avaliação e a proteção rigorosa da confidencialidade. Isso significa que os revisores permanecem integralmente responsáveis pela análise das propostas e pela redação dos relatórios, sem poder transferir essas funções para sistemas de IA.

    Diretrizes claras para o uso de IA na avaliação

    As novas regras do ERC são diretas quanto às proibições para o uso de IA. Ferramentas automatizadas não podem ser utilizadas para resumir propostas, avaliar seu mérito científico ou gerar rascunhos de avaliações. Além disso, o envio de propostas, ou partes delas, para sistemas de IA externos é estritamente proibido, pois isso implicaria na divulgação de informações sensíveis a terceiros.

    Usos permitidos e limites estabelecidos

    Apesar das restrições, o ERC reconhece o potencial benefício da IA em certas tarefas auxiliares. Revisores podem, sob certas condições, utilizar ferramentas de IA para aprimorar a linguagem de seus relatórios ou para realizar buscas de informações gerais. Contudo, essas permissões vêm com salvaguardas importantes:

    • Nenhum conteúdo da proposta ou dado pessoal deve ser compartilhado com os sistemas de IA.
    • A delegação da responsabilidade pela avaliação científica não é permitida sob nenhuma circunstância.

    Essas diretrizes refletem o compromisso do ERC em manter os mais altos padrões de excelência e integridade científica, adaptando-se às novas tecnologias de forma responsável.

  • Índia desenvolve ferramentas de IA para prever nascimentos prematuros

    Índia desenvolve ferramentas de IA para prever nascimentos prematuros

    Índia desenvolve ferramentas de IA para prever nascimentos prematuros

    A Índia está na vanguarda do desenvolvimento de ferramentas baseadas em inteligência artificial (IA) com o objetivo de aprimorar a previsão de nascimentos prematuros. O Ministro da Ciência e Tecnologia, Jitendra Singh, anunciou que esses modelos estão sendo criados para determinar a idade gestacional, com foco específico na população indiana. Essa iniciativa promete revolucionar o cuidado com a saúde materna e infantil no país.

    As novas tecnologias não se limitam apenas à data prevista para o parto. Elas são capazes de identificar marcadores genéticos e indicadores do microbioma que estão associados a um maior risco de prematuridade. A pesquisa faz parte de um programa governamental ambicioso e já conta com a participação de aproximadamente 12.000 gestantes, tornando-se um dos maiores estudos do gênero na América do Sul.

    Abordagem integrada para previsão personalizada

    Jitendra Singh destacou que o programa adota uma abordagem multifacetada, integrando epidemiologia clínica, biomarcadores multi-ômicos e inteligência artificial. Essa combinação visa oferecer uma previsão personalizada dos riscos de nascimento prematuro. Para dar suporte a essa pesquisa, foi estabelecida uma base de dados robusta, que inclui mais de 1,6 milhão de amostras biológicas e mais de um milhão de imagens de ultrassonografia.

    Complementando a infraestrutura de dados, uma plataforma de compartilhamento foi lançada para disponibilizar os recursos necessários à comunidade científica. Essa iniciativa reflete um esforço nacional maior, conectando o avanço científico ao desenvolvimento de longo prazo do país. Segundo o ministro, a bioeconomia indiana teve um crescimento notável, saltando de cerca de US$ 10 bilhões em 2014 para aproximadamente US$ 195 bilhões, com projeção de atingir US$ 300 bilhões até 2030.

    O ministro ressaltou ainda que a Índia está conquistando reconhecimento global por seus progressos em cuidados preventivos e primários de saúde, além de suas inovações domésticas. As ferramentas de IA para prever nascimentos prematuros são um exemplo concreto desse avanço, com potencial para salvar vidas e melhorar significativamente os resultados de saúde para mães e bebês.

  • 12º Startup Day debate inovação em tempos de Inteligência Artificial na Inova Prudente

    12º Startup Day debate inovação em tempos de Inteligência Artificial na Inova Prudente

    12º Startup Day debate inovação em tempos de Inteligência Artificial na Inova Prudente

    A Fundação Inova Prudente foi palco, neste sábado (21/03/2026), da 12ª edição do Startup Day, o maior evento nacional dedicado ao ecossistema de startups, idealizado pelo Sebrae For Startups. Presidente Prudente sediou pelo terceiro ano consecutivo o encontro, realizado em parceria com a Prefeitura de Presidente Prudente e a Oeste Valley, promovendo um amplo debate sobre inovação em tempos de Inteligência Artificial.

    O evento, considerado um marco para o desenvolvimento local, reuniu especialistas que compartilharam suas experiências e visões sobre o potencial da IA para impulsionar negócios e otimizar processos. A gestora do evento e consultora de negócios do Sebrae, Paula Cristina Teixeira, destacou o crescimento do ecossistema da região: “A cada ano, Presidente Prudente vem se superando nas edições do Startup Day. Desta vez nós tivemos quatro painelistas que, com suas histórias, suas experiências e sua maturidade empresarial, inspiraram os participantes e mostraram que é possível empreender com inovação na nossa região”.

    IA na prática: do diagnóstico à otimização de rotinas

    A programação teve início com o painel “IA na Prática: Inovação em Produtos e Otimização de Processos”. Mediado pelo radialista e publicitário Ricardo Veiga, o debate contou com a participação de Gisele Quinalia, gerente comercial e responsável técnica da Entelai, e Rafael Rosa, fundador da iBati.

    Gisele Quinalia apresentou como a Inteligência Artificial é aplicada na área da saúde pela Entelai, empresa argentina que chegou ao Brasil em 2021. A plataforma auxilia em decisões diagnósticas, conecta fluxos assistenciais e automatiza rotinas com eficiência, sendo desenvolvida em colaboração com médicos. “A ideia não é a ferramenta substituir o médico, e sim ser um auxílio para ele chegar a diagnósticos mais precisos”, explicou.

    Rafael Rosa, por sua vez, demonstrou como a iBati utiliza a IA para simplificar rotinas no setor de seguros, ampliando o acesso a serviços para pequenos negócios. Ele também ressaltou o uso de agentes de IA para automatizar atividades internas, desde o atendimento até as vendas, permitindo que a tecnologia otimize tarefas e aumente a eficiência operacional em diversas áreas da empresa.

    Inovação, dados e descobertas na era da IA

    O segundo painel, “Inovação em tempos de IA: Dados, Pesquisas e Descobertas”, foi conduzido por Ricardo Veiga e contou com Adriana Cavichioli, cofundadora da Semente de Dados, e Natan Rosa, fundador da Medflix.

    Adriana Cavichioli enfatizou a importância da análise de dados aliada à Inteligência Artificial para a geração de informações estratégicas. Segundo ela, as ferramentas de IA atuais permitem criar análises específicas para diferentes mercados, auxiliando na tomada de decisões, no planejamento de estratégias e na identificação de oportunidades de crescimento.

    Natan Rosa destacou o grande potencial da IA para alavancar empresas, mas ressaltou a necessidade de aprofundamento técnico e teórico para que as organizações utilizem a tecnologia de forma estratégica. Ele compartilhou a experiência da sua startup, Medflix, plataforma que visa facilitar os estudos de alunos de medicina com resumos e organização de conteúdos.

    Conexão e futuro da inovação em Presidente Prudente

    Ao final do evento, José Pascoal Vernilo, diretor da Inova Prudente, celebrou a importância de sediar uma iniciativa de alcance nacional e seu impacto no ecossistema local. “Foi um momento de muita conexão, onde pudemos acompanhar a trajetória de algumas empresas e tirar lições para empreender no mundo da tecnologia e da inovação”, afirmou.

    Vernilo adiantou que novas iniciativas da Fundação Inova Prudente, da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Tecnologia da Informação estão previstas para o ano. “Estamos prontos, muitas novidades estão vindo com o propósito de transformar Presidente Prudente em um dos maiores centros de inovação do país”, completou, reforçando o compromisso da cidade com o avanço tecnológico.

  • Atriz criada por IA gera polêmica em Hollywood em 2026

    Atriz criada por IA gera polêmica em Hollywood em 2026

    Atriz criada por IA gera polêmica em Hollywood em 2026

    A emergência de Tilly Norwood, a primeira atriz virtual desenvolvida inteiramente por inteligência artificial, desencadeou uma onda de protestos e intensos debates em Hollywood. A iniciativa, promovida pela empresa Xicoia, autodenominada o primeiro estúdio de talentos com IA do mundo, provocou reações imediatas e contundentes por parte de sindicatos de atores e profissionais da indústria cinematográfica.

    A personagem digital, concebida pela produtora holandesa Eline Van der Velden, fundadora do estúdio de IA Particle6, foi apresentada oficialmente durante o Zurich Summit, evento paralelo ao Festival de Cinema de Zurique. Tilly Norwood já possui uma presença digital ativa com milhares de seguidores no Instagram, onde compartilha momentos de seu cotidiano e ambições profissionais, como a recente declaração: “Me diverti muito filmando alguns testes de tela recentemente. Cada dia parece um passo mais perto da tela grande.” A meta é clara: inserir a atriz digital no mainstream de Hollywood.

    Rejeição de sindicatos e atores à inteligência artificial

    O Screen Actors Guild (SAG-AFTRA), o principal sindicato de artistas dos Estados Unidos, divulgou um comunicado oficial rejeitando a atriz virtual. A associação declarou que “a criatividade é, e deve permanecer, centrada no ser humano”. Críticos argumentam que Tilly Norwood não é uma atriz, mas sim um programa de computador treinado com base no trabalho de inúmeros artistas profissionais, sem a devida permissão ou remuneração. As principais críticas apontam a ausência de experiência de vida para inspiração, a falta de emoções genuínas e a provável utilização não autorizada do trabalho de artistas reais.

    Este debate não é novo e foi central nas negociações da greve prolongada do SAG-AFTRA, encerrada em 2023, que resultou em salvaguardas para proteger o uso de imagens e atuações de atores por inteligência artificial. Recentemente, atores de videogames também selaram um novo contrato com proteções contra o uso de IA, exigindo permissão explícita para a criação de réplicas digitais.

    “A criatividade é, e deve permanecer, centrada no ser humano” – SAG-AFTRA

    Indústria cinematográfica reage com críticas severas

    A indústria cinematográfica respondeu com críticas e chamados ao boicote. Atores renomados usaram suas redes sociais para expressar indignação. Melissa Barrera, conhecida por seus papéis em filmes de terror, manifestou seu repúdio, desejando que os envolvidos se prejudiquem e classificando a iniciativa como nojenta. A atriz Natasha Lyonne, estrela de “Boneca Russa” e diretora de “Uncanny Valley”, foi ainda mais contundente, sugerindo que agências de talentos envolvidas na promoção de Tilly Norwood deveriam ser boicotadas por todas as corporações. Lyonne, que está dirigindo um longa que pretende usar IA de forma “ética”, demonstrou que mesmo defensores do uso responsável da tecnologia rejeitam a substituição completa de atores humanos.

    Defesa da criadora: IA como forma de arte

    Diante da polêmica, Eline Van der Velden defendeu Tilly Norwood como uma forma legítima de arte. Em sua publicação, Van der Velden declarou que a personagem de IA “não é uma substituta para um ser humano, mas uma obra criativa — uma obra de arte”. Ela argumenta que personagens de IA deveriam ser julgados como um gênero distinto, comparando seu processo criativo com outras formas artísticas como desenhar um personagem, escrever um papel ou moldar uma performance. Para a criadora, dar vida a Tilly exige tempo, habilidade e iteração, características inerentes a qualquer ato criativo.

    A defesa de Van der Velden posiciona a IA como uma ferramenta criativa legítima, capaz de despertar conversas e demonstrar o poder da criatividade. Essa narrativa foi reforçada pela própria conta de Tilly Norwood no Instagram, fortalecendo a ideia de inovação artística em vez de substituição profissional.

    O futuro do cinema e o impacto da inteligência artificial

    O caso Tilly Norwood marca um ponto crucial na discussão sobre o papel da IA no cinema, evidenciando as tensões entre inovação tecnológica e a preservação do trabalho humano. Hollywood está em um momento de inflexão, ponderando como integrar a inteligência artificial. Enquanto a IA já é uma ferramenta auxiliar amplamente utilizada na produção, sua implementação como substituta direta de atores é um território inexplorado e controverso.

    O filme vencedor do Oscar de 2024, “O Brutalista”, que utilizou IA para os diálogos em húngaro, já gerou debates significativos. As implicações futuras incluem a redefinição de contratos com cláusulas específicas sobre o uso de IA, a proteção dos direitos de imagem e performances de atores, a possível criação de categorias separadas para conteúdo com IA e o fortalecimento da regulamentação sindical. O modelo de contrato aprovado para atores de videogame, que exige permissão por escrito para réplicas digitais, pode servir de guia para futuras negociações cinematográficas, sugerindo um caminho de regulamentação rigorosa em vez de adoção irrestrita.

  • Deepfakes com IA: Como Criminosos Exploram Deficiências

    Deepfakes com IA: Como Criminosos Exploram Deficiências

    Deepfakes com IA: Como Criminosos Exploram Deficiências

    A inteligência artificial (IA) está abrindo novas fronteiras, mas também novas avenidas para atividades criminosas. Uma das mais alarmantes é o uso de deepfakes para explorar vulnerabilidades de pessoas com deficiência. Esses conteúdos manipulados, gerados por IA, são empregados em esquemas que buscam lucro fácil, muitas vezes através da apropriação indevida de imagens e da criação de narrativas falsas que exploram a condição das vítimas.

    Os deepfakes exploratórios visam comunidades específicas, como a de pessoas com síndrome de Down, utilizando técnicas que combinam roubo de identidade com discriminação. O processo envolve a captura não autorizada de imagens de perfis online e a aplicação de filtros de IA para alterar características faciais. O objetivo é criar personagens fictícios que simulam ter a deficiência, os quais são então utilizados para direcionar tráfego para plataformas de conteúdo adulto pago.

    Como funcionam os deepfakes exploratórios

    A criação de deepfakes com síndrome de Down, por exemplo, inicia-se com a apropriação de imagens de mulheres reais, frequentemente retiradas de redes sociais. A tecnologia de IA é então utilizada para modificar essas imagens, conferindo-lhes a aparência de pessoas com síndrome de Down. Essas faces manipuladas são sobrepostas a corpos de indivíduos reais, gerando personagens completamente artificiais.

    Um caso emblemático envolveu Alice, uma jovem de 17 anos, cuja imagem foi usada sem permissão em uma conta que alcançou 25 mil seguidores no Instagram. Contas que seguem esse padrão compartilham mensagens sugestivas para aumentar o engajamento, atraem comentários explícitos e, por fim, redirecionam usuários para plataformas de conteúdo adulto pagas. A deficiência é, neste contexto, transformada em um nicho de mercado exploratório.

    A pesquisadora Eleanor Drage, da Universidade de Cambridge, aponta que essa prática “retira dados das mulheres sem o seu consentimento e os usa para capitalizar a deficiência como forma de ganhar dinheiro”, gerando uma dupla exploração.

    O esquema de monetização nas redes sociais

    A monetização desses deepfakes maliciosos é orquestrada através de um sistema que transita por diversas plataformas, explorando as nuances das políticas de moderação. O fluxo, que geralmente começa no Instagram, culmina em plataformas de conteúdo adulto pagas, como o OnlyFans. Esse modelo de negócio é frequentemente coordenado por indivíduos conhecidos como “Geradores de IA do OnlyFans”, especialistas na criação de influenciadores artificiais para promover material adulto.

    O processo de monetização envolve etapas específicas:

    • Criação de engajamento: Publicação de conteúdo sugestivo em plataformas como o Instagram para atrair um grande número de seguidores.
    • Redirecionamento: Encaminhamento dos usuários para perfis pagos em plataformas de conteúdo adulto.
    • Adaptação às políticas: Em plataformas como o OnlyFans, rostos são frequentemente cortados ou ocultos para contornar regras contra deepfakes.
    • Exploração de nichos: Utilização de deficiências como “mercados de nicho” para atrair públicos específicos.

    Dorian, um indivíduo identificado como “gerente” e com atuação na França, demonstrava essa estratégia em tutoriais online. Ele explicava como a IA permite criar “qualquer nicho sob demanda”, incluindo a geração instantânea de personagens para dominar mercados pouco explorados, como pessoas com deficiências.

    Impactos na comunidade com deficiência

    Os deepfakes que simulam condições como a síndrome de Down causam prejuízos significativos, afetando não apenas as vítimas diretas, mas toda a comunidade de pessoas com deficiência. Esses conteúdos perpetuam estereótipos negativos e promovem a objetificação de condições genéticas.

    Ativistas como Jeremy e Audrey, ambos com síndrome de Down, expressaram forte repúdio a essa prática. “Acho que não está certo que eles tenham uma deficiência falsa”, declarou Audrey. “Eu e Jeremy temos síndrome de Down e adoramos isso. Ela é única e eu adoro. É meio que a melhor coisa da minha vida.”

    Os impactos incluem:

    • Fetichização da deficiência: Transformação de uma condição genética em um objeto sexual.
    • Representação distorcida: Criação e disseminação de estereótipos prejudiciais.
    • Apropriação de identidade: Uso não autorizado de imagens da comunidade para fins lucrativos.
    • Normalização da exploração: Tratamento da deficiência como um mero “nicho de mercado”.

    Jeremy lamenta a motivação financeira por trás dessas ações: “Estão fazendo isso por dinheiro. Por favor, parem com isso.” A sensação de “estar sendo usada”, compartilhada por Audrey, ressalta o impacto na dignidade e na autorrepresentação da comunidade.

    Resposta das plataformas digitais

    As plataformas digitais têm apresentado respostas variáveis e, muitas vezes, insuficientes para o combate a deepfakes exploratórios, evidenciando falhas em seus mecanismos de moderação de conteúdo diante de tecnologias em rápida evolução.

    O caso de Alice ilustra essa dificuldade: sua denúncia inicial à conta que utilizava sua imagem no Instagram foi respondida automaticamente, alegando que o usuário não violava as normas da plataforma, pois o conteúdo não era explicitamente sexual. Essa brecha nas políticas permitiu a continuidade da exploração.

    Após a investigação jornalística, houve maior efetividade:

    • O YouTube cancelou canais associados a Dorian por violarem políticas de spam, fraude e práticas enganosas.
    • A Meta (Instagram) removeu as contas denunciadas, exceto uma, por infringirem regras de personificação e promoção de serviços sexuais.
    • O OnlyFans reiterou seus procedimentos de verificação de identidade, afirmando não permitir conteúdo dessa natureza.

    No entanto, a remoção definitiva da conta explorando a imagem de Alice só ocorreu após a intervenção midiática, não por meio dos canais regulares de denúncia, o que sublinha a insuficiência de ferramentas automatizadas contra explorações sofisticadas.

    Como se proteger de deepfakes maliciosos

    A proteção contra deepfakes maliciosos exige vigilância constante, uso estratégico das ferramentas de denúncia e uma ampla conscientização sobre os riscos envolvidos. A experiência de Alice destaca tanto as vulnerabilidades quanto as estratégias de resposta.

    Estratégias de proteção individual incluem:

    • Monitoramento: Realizar buscas periódicas pelo próprio nome e imagem em diversas plataformas online.
    • Configurações de privacidade: Restringir a visibilidade de fotos e vídeos em perfis públicos.
    • Denúncias persistentes: Não se contentar com respostas automáticas negativas das plataformas; insistir no processo de denúncia.
    • Documentação: Manter registros detalhados de contas falsas e qualquer tentativa de contato.

    Para a comunidade em geral, a proteção envolve educação sobre deepfakes, apoio às vítimas e pressão por políticas mais robustas por parte das plataformas. A exposição pública através da mídia continua sendo uma ferramenta poderosa para combater essas práticas predatórias.

  • Governo do Amapá participa de encontro nacional que debate modernização das Juntas Comerciais com Inteligência Artificial

    Governo do Amapá participa de encontro nacional que debate modernização das Juntas Comerciais com Inteligência Artificial

    Governo do Amapá avança na modernização das Juntas Comerciais com Inteligência Artificial

    O Governo do Amapá reafirmou seu compromisso com a inovação no ambiente de negócios ao participar de um encontro nacional de presidentes das Juntas Comerciais. O evento, realizado em Valença (RJ) no último dia 19 de março de 2026, focou em como a Inteligência Artificial (IA) pode ser aplicada para otimizar processos e acelerar a abertura de novas empresas.

    A comitiva amapaense foi representada pela presidente da Junta Comercial do Amapá (Jucap), Adrianna Ramos. A discussão teve como pilar o fortalecimento do registro mercantil, procedimento essencial que oficializa a existência e o funcionamento de empresas e sociedades empresárias em todo o país, realizado pelas Juntas Comerciais estaduais.

    IA para agilizar o registro de novas empresas

    Adrianna Ramos destacou a importância da IA na modernização dos serviços prestados pelas Juntas Comerciais. Segundo ela, a tecnologia já é utilizada em algumas unidades para a pré-análise na abertura de empresas. “O uso da IA avança no processo inicial para encaminhar aos outros setores, até a finalização do processo”, explicou a presidente.

    A presidente ressaltou que a comparação entre estados com diferentes portes e volumes de registro, como São Paulo e Amapá, torna o uso da IA ainda mais relevante para a padronização e agilidade. A expectativa é que a tecnologia seja disponibilizada em breve na Jucap, prometendo melhorar significativamente o trabalho executado pela instituição.

    Inovação e eficiência nos processos

    O encontro nacional também serviu para compartilhar estratégias de inovação e digitalização que já estão sendo implementadas em outros estados. A adoção dessas práticas na Jucap visa aprimorar o atendimento ao público e a celeridade na análise dos processos de registro.

    Atualmente, o Brasil conta com seis sistemas que administram as Juntas Comerciais, fornecendo dados essenciais aos órgãos governamentais. O sistema operacionalizado pela Jucap é a Rede Sim, que abrange outros nove estados. A futura implantação da Inteligência Artificial no Amapá promete impulsionar o desenvolvimento do trabalho na instituição.

    Nova diretoria para fortalecer as Juntas Comerciais

    Um momento importante do encontro foi a eleição da nova diretoria da entidade nacional. Marise Chastinet, representante da Bahia, foi eleita presidente da Federação para o próximo ciclo de gestão. Sua missão será ampliar a integração entre os estados e fomentar iniciativas que melhorem o ambiente de negócios no Brasil.

    A gestão de Marise Chastinet sinaliza um foco em modernização, eficiência e desburocratização dos serviços de registro empresarial, com o objetivo de beneficiar diretamente empreendedores e o desenvolvimento econômico do país.

  • Ásia assume a dianteira da IA, diz relatório

    Ásia assume a dianteira da IA, diz relatório

    Ásia assume a dianteira da IA, diz relatório

    O centro global do desenvolvimento da inteligência artificial (IA) está passando por uma significativa mudança. Relatório recente divulgado pelo Fórum Boao para a Ásia aponta que as economias asiáticas estão assumindo a liderança na adoção e produção de tecnologias de IA. Essa ascensão é impulsionada por fatores cruciais que estão remodelando o cenário tecnológico mundial.

    Por anos, o debate sobre inteligência artificial esteve predominantemente focado no Ocidente, com os Estados Unidos no epicentro. No entanto, o avanço acelerado da Ásia demonstra que a liderança em IA não se mede apenas pela capacidade de criar modelos sofisticados, mas pela habilidade de transformar essa tecnologia em infraestrutura econômica, uso cotidiano e escala real. É nesse quesito que a região asiática tem ganhado força expressiva.

    Forças motrizes da ascensão asiática em IA

    Três pilares fundamentais sustentam a nova posição de destaque da Ásia no universo da IA:

    • Grandes populações digitais, que oferecem um vasto mercado consumidor e gerador de dados.
    • Políticas públicas direcionadas, com governos ativamente promovendo a inovação no setor.
    • Aplicação em larga escala, integrando a IA a diversos setores da economia e do cotidiano.

    Esses elementos criam um ambiente propício para a adoção rápida de novas tecnologias, o desenvolvimento contínuo e uma integração mais ampla da inteligência artificial na vida econômica.

    Redefinindo o mapa da inovação em IA

    A liderança em IA está se tornando um jogo de transformação prática. A Ásia está construindo um ecossistema onde a tecnologia não fica restrita aos laboratórios de pesquisa, mas se traduz em resultados tangíveis e em larga escala. Para empresas e investidores, o sinal é claro: o mapa da inovação em inteligência artificial está sendo redesenhado.

    A disputa pela inteligência artificial continua global. Mas o novo centro de gravidade já começou a se mover.

    Ignorar esses movimentos e focar apenas nos polos tradicionais pode significar perder de vista onde o futuro da IA está, de fato, sendo operacionalizado. A velocidade das transformações exige atenção constante para não ficar para trás em um cenário de rápida evolução.

    O evento AI Festival da StartSe, que ocorrerá em São Paulo nos dias 13 e 14 de maio de 2026, promete aprofundar essas discussões, explicando para onde o mercado de IA está caminhando.

  • Inteligência artificial na medicina é tema de reunião entre CREMERJ e FGV

    Inteligência artificial na medicina é tema de reunião entre CREMERJ e FGV

    Inteligência artificial na medicina é tema de reunião entre CREMERJ e FGV

    O uso da inteligência artificial (IA) na medicina foi o foco de um importante encontro institucional realizado entre o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ) e a Fundação Getulio Vargas (FGV). A reunião buscou o intercâmbio de informações e o aprofundamento sobre os avanços e aplicações dessa tecnologia no campo da saúde.

    O presidente do CREMERJ, Antônio Braga, e o secretário-geral, Gustavo Khaled, receberam Tania Regina da Silva Furtado, coordenadora de cursos de MBA da FGV. O encontro, ocorrido na sede do Conselho, em Botafogo, Rio de Janeiro, reforçou a relevância do tema para o futuro da prática médica e da assistência ao paciente no estado.

    Inovação e produção de conhecimento em foco

    Durante a reunião, foram debatidos temas cruciais como a inovação na área da saúde e a produção de conhecimento científico e profissional. Um dos pontos centrais da discussão foram os desafios contemporâneos enfrentados pela medicina, com ênfase especial em estudos acadêmicos voltados à aplicação prática da inteligência artificial.

    Avanços e cuidados necessários na assistência médica

    A agenda serviu para destacar a importância estratégica da IA para a medicina no Rio de Janeiro. Foram discutidas medidas que visam garantir os cuidados essenciais com a assistência aos pacientes, aprimorar a prática médica e fomentar a obtenção de conhecimento acadêmico e científico na área. A colaboração entre instituições como o CREMERJ e a FGV é fundamental para navegar neste cenário de rápida evolução tecnológica.

  • Novo centro de pesquisa vai usar inteligência artificial para inovar o ensino da matemática

    Novo centro de pesquisa vai usar inteligência artificial para inovar o ensino da matemática

    Um marco promissor para a educação matemática foi anunciado com a criação do Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD) Inteligência Artificial para Matemática e Aprendizado Inovador (Iamai), na Universidade de São Paulo (USP). A iniciativa, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), visa a aplicar avanços em inteligência artificial para transformar o ensino e a aprendizagem da disciplina. O lançamento oficial ocorrerá em um evento nos dias 7 e 8 de abril de 2026, reunindo especialistas, estudantes e parceiros.

    O Iamai nasce com a missão clara de fortalecer a educação matemática por meio de tecnologias de inteligência artificial. A proposta é desenvolver, aplicar e disseminar soluções inovadoras que expandam as possibilidades de aprendizado, integrando diversas áreas do conhecimento. O evento de lançamento, sediado no Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, será presencial e também transmitido online, democratizando o acesso às discussões.

    Objetivos e lançamento do Iamai

    O encontro de lançamento, que acontece nos dias 7 e 8 de abril, no Auditório Jacy Monteiro do IME, no campus do Butantã, São Paulo, marcará a apresentação formal do centro. O evento contará com a presença do reitor da USP, Aluísio Augusto Cotrim Segurado, e do professor Roberto Marcondes Cesar Junior, que detalharão os objetivos do Iamai. A palestra inaugural será ministrada pelo pró-reitor de Graduação, Marcos Garcia Neira.

    Pesquisadores apresentarão as diversas frentes de atuação do centro. A professora Ana Paula Jahn abordará a formação de recursos humanos, enquanto Carlos Hitoshi Morimoto discutirá o desenvolvimento de ferramentas de IA. Eduardo Colli focará no uso de objetos concretos e interativos. Marcus Maltempi apresentará o eixo Mathematic, Leonardo Barichello tratará da integração de tecnologias, e Viviana Giampaoli discutirá o eixo sociedade.

    Inteligência artificial e educação matemática em debate

    O segundo dia do evento, 8 de abril, será dedicado a um fórum de debates sobre inteligência artificial e educação matemática. Especialistas de diferentes áreas participarão da discussão, incluindo a professora Cristina Godoy Bernardo de Oliveira, coordenadora do Grupo de Estudos em Direito e Tecnologia (TechLaw) do Instituto de Estudos Avançados da USP, e as professoras Daniela Mariz e Maria Rebeca Otero Gomes, do IME e coordenadora do setor de Educação da Unesco no Brasil.

    A tarde do dia 8 de abril será reservada para dinâmicas de grupo, com o intuito de fomentar a colaboração e identificar novas oportunidades de pesquisa e aplicação de IA na educação matemática. As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser realizadas via formulário, com confirmação até 3 de abril.

    Mais informações sobre o evento estão disponíveis em um link específico, e detalhes sobre o novo centro podem ser acessados em outra página.
    Datas do evento: 7 e 8 de abril de 2026 (manhã e tarde)
    Local: Auditório Jacy Monteiro do IME/USP, Rua do Matão, 1.010, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo.
    Transmissão: Canal do IME no YouTube.
    Inscrições: Gratuitas, via formulário.